TECNIFICACIÓN CURRICULAR Y LA BNCC: LA ACTUACIÓN DE AGENCIAS Y EDITORIALES PRIVADAS EN LA ESTANDARIZACIÓN DE LA FORMACIÓN DOCENTE Y LOS LÍMITES PARA UNA EDUCACIÓN EMANCIPADORA

Autores/as

  • José Neto de Oliveira Felippe Autor/a
  • Liliane Afonso de Oliveira Autor/a
  • Vicente José Barreto Guimarães Autor/a
  • Danielle Fernandes Viana Monken Autor/a
  • Octavio Augusto Ferreira Soares Autor/a
  • Lívia Ledier Felix Vieira Autor/a
  • Natalícia Aparecida Máximo Autor/a
  • Simone Maia Bezerra Autor/a
  • Michely Castro Neves do Amaral Autor/a
  • Gabriel Vitor Cavalcante Marques Autor/a
  • Airton Martins de Andrade Autor/a
  • Orlando de Lima Monteiro Autor/a
  • Kátia Ferreira de Souza Autor/a
  • Karla Cristina Brito Chaves Autor/a
  • Andream Luis Sampaio Bentes Autor/a
  • Myke Oliveira Gomes Autor/a
  • Yanna de Castro Araújo Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n3-050

Palabras clave:

Tecnificación Curricular, BNCC, Privatización Educativa, Autonomía Docente

Resumen

En las últimas décadas, el campo educativo brasileño ha experimentado un proceso creciente de tecnificación curricular, marcado por la centralidad de estándares, competencias y matrices de evaluación que reorganizan el trabajo pedagógico bajo una lógica de racionalización y medición de resultados. En este escenario, la implementación de la Base Nacional Común Curricular (BNCC) consolidó directrices nacionales que, al mismo tiempo que buscan garantizar referentes comunes de aprendizaje, también abrieron espacio para la intensificación de la actuación de agencias de formación, fundaciones empresariales y editoriales privadas en la producción de materiales didácticos, plataformas educativas y programas de formación docente. Este movimiento evidencia la creciente influencia de actores privados en la mediación entre política pública y práctica pedagógica, contribuyendo a la estandarización de contenidos, métodos y trayectorias formativas. Frente a este contexto, el presente artículo tiene como objeto de análisis la actuación de agencias y editoriales privadas en los procesos de estandarización curricular y en la formación docente orientada por la BNCC, examinando sus impactos sobre la autonomía docente y sobre el sentido público de la educación. Se parte de la siguiente pregunta de investigación: ¿en qué medida la tecnificación curricular y la presencia ampliada de agentes privados en la implementación de la BNCC imponen límites a la construcción de una educación emancipadora, crítica y socialmente referenciada? Teóricamente, se recurrió a los trabajos de Apple (2000; 2011; 2019), Ball (2005; 2008; 2012), Dardot (2016; 2017), Frigotto (2001; 2010), Freire (1997; 2001; 2014; 2015), Giroux (2005; 2011; 2024), Goodson (1995), Laval (2016; 2019), Lessard (2008), Meneses (2014), Nóvoa (2005), Popkewitz (2008), Sacristán (2007; 2013), Santos (2006; 2014; 2016), Saviani (1996; 2008; 2011; 2021), Tardif (2008), así como marcos normativos como la BNCC, entre otros. La investigación es de carácter cualitativo (Minayo, 2008), bibliográfica y descriptiva (Gil, 2008), con un enfoque analítico comprensivo inspirado en Weber (1949). El análisis evidenció que la tecnificación curricular redefine el currículo como instrumento de regulación pedagógica orientado por métricas de desempeño y estandarización de prácticas escolares. Se constató que la ampliación de la presencia de agentes privados en la implementación de la BNCC intensifica procesos de privatización indirecta, influyendo en materiales didácticos, plataformas y políticas de formación docente. Asimismo, se identificó el debilitamiento de la autonomía pedagógica y del proyecto político-pedagógico de las escuelas, con un posicionamiento creciente del docente como ejecutor de prescripciones externas. Estos movimientos tensionan la función social de la escuela pública e imponen límites concretos a la construcción de una educación crítica, emancipadora y socialmente referenciada.

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Publicado

2026-03-11

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

FELIPPE, José Neto de Oliveira et al. TECNIFICACIÓN CURRICULAR Y LA BNCC: LA ACTUACIÓN DE AGENCIAS Y EDITORIALES PRIVADAS EN LA ESTANDARIZACIÓN DE LA FORMACIÓN DOCENTE Y LOS LÍMITES PARA UNA EDUCACIÓN EMANCIPADORA. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 3, p. e12489 , 2026. DOI: 10.56238/arev8n3-050. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12489. Acesso em: 14 mar. 2026.