ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PROTOCOLOS DE MANEJO NO TRATAMENTO DA BRUCELOSE EM BOVINOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-016Palavras-chave:
Brucelose Bovina, Biosseguridade, Vacinação, Saúde ÚnicaResumo
A brucelose bovina é uma enfermidade infectocontagiosa de caráter zoonótico, responsável por expressivos prejuízos produtivos e sanitários em sistemas pecuários de diferentes regiões do mundo. Causada predominante por Brucella abortus, a enfermidade está relacionada a distúrbios reprodutivos, especialmente abortamentos no terço final da gestação, retenção de placenta, infertilidade e redução do desempenho produtivo, além de representar risco ocupacional para indivíduos expostos a animais infectados e seus subprodutos. Diante desse cenário, objetivou-se revisar as principais estratégias de controle e os protocolos de manejo aplicados à brucelose em bovinos. Realizou-se revisão bibliográfica narrativa com base em estudos científicos recentes voltados à epidemiologia, diagnóstico, prevenção e controle da doença. As evidências analisadas demonstram que programas sanitários eficazes concentram-se prioritariamente na prevenção e no controle populacional, uma vez que o tratamento terapêutico individual em bovinos apresenta aplicabilidade restrita. Entre as medidas mais descritas destacam-se a vacinação de fêmeas jovens com as cepas S19 e RB51, a vigilância sorológica periódica por testes de triagem e confirmatórios, a eliminação de animais reagentes e o controle da movimentação de animais entre propriedades. Adicionalmente, práticas de biosseguridade, como manejo adequado de materiais provenientes de abortamentos, higienização das instalações e aquisição de animais com certificação sanitária, são fundamentais para reduzir a disseminação do agente. Conclui-se que o enfrentamento da brucelose bovina depende da integração entre vacinação, monitoramento epidemiológico, manejo sanitário e adesão dos produtores aos programas oficiais, em consonância com os princípios de Saúde Única e da sustentabilidade pecuária.
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