ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PROTOCOLOS DE MANEJO NO TRATAMENTO DA BRUCELOSE EM BOVINOS

Autores

  • Ana Clara Pavan Autor
  • Gabrielli de Oliveira Silva Autor
  • Vitória Aosani Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n5-016

Palavras-chave:

Brucelose Bovina, Biosseguridade, Vacinação, Saúde Única

Resumo

A brucelose bovina é uma enfermidade infectocontagiosa de caráter zoonótico, responsável por expressivos prejuízos produtivos e sanitários em sistemas pecuários de diferentes regiões do mundo. Causada predominante por Brucella abortus, a enfermidade está relacionada a distúrbios reprodutivos, especialmente abortamentos no terço final da gestação, retenção de placenta, infertilidade e redução do desempenho produtivo, além de representar risco ocupacional para indivíduos expostos a animais infectados e seus subprodutos. Diante desse cenário, objetivou-se revisar as principais estratégias de controle e os protocolos de manejo aplicados à brucelose em bovinos. Realizou-se revisão bibliográfica narrativa com base em estudos científicos recentes voltados à epidemiologia, diagnóstico, prevenção e controle da doença. As evidências analisadas demonstram que programas sanitários eficazes concentram-se prioritariamente na prevenção e no controle populacional, uma vez que o tratamento terapêutico individual em bovinos apresenta aplicabilidade restrita. Entre as medidas mais descritas destacam-se a vacinação de fêmeas jovens com as cepas S19 e RB51, a vigilância sorológica periódica por testes de triagem e confirmatórios, a eliminação de animais reagentes e o controle da movimentação de animais entre propriedades. Adicionalmente, práticas de biosseguridade, como manejo adequado de materiais provenientes de abortamentos, higienização das instalações e aquisição de animais com certificação sanitária, são fundamentais para reduzir a disseminação do agente. Conclui-se que o enfrentamento da brucelose bovina depende da integração entre vacinação, monitoramento epidemiológico, manejo sanitário e adesão dos produtores aos programas oficiais, em consonância com os princípios de Saúde Única e da sustentabilidade pecuária.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

CÁRDENAS, L. et al. Risk factors for new bovine brucellosis infections in Colombian herds. BMC Veterinary Research, v. 15, n. 81, 2019. DOI: https://doi.org/10.1186/s12917-019-1825-9

KHURANA, S. K. et al. Bovine brucellosis – a comprehensive review. Veterinary Quarterly, v. 41, n. 1, p. 61-88, 2021. DOI: https://doi.org/10.1080/01652176.2020.1868616

MCCRINDLE, C. M. E.; MANOTO, S. N.; HARRIS, B. Sero-prevalence of bovine brucellosis in the Bojanala Region, North West Province, South Africa 2009–2013. Journal of the South African Veterinary Association, v. 91, p. a2032, 2020. DOI: https://doi.org/10.4102/jsava.v91i0.2032

PANDEY, A. et al. The Case for Live Attenuated Vaccines against the Neglected Zoonotic Diseases Brucellosis and Bovine Tuberculosis. PLOS Neglected Tropical Diseases, v. 10, n. 8, p. e0004572, 2016. DOI: https://doi.org/10.1371/journal.pntd.0004572

PRABHAKAR, Y. K. et al. Molecular epidemiology, immunobiology, genomics and proteomics insights into bovine brucellosis. Veterinary Microbiology, p. 110505, 2025. DOI: https://doi.org/10.1016/j.vetmic.2025.110505

REHMAN, S. et al. A detailed review of bovine brucellosis. Open Veterinary Journal, v. 15, n. 4, p. 1520-1535, 2025.

TRAJANO, R. F. et al.Brucelose bovina no Brasil: desafios e soluções na literatura e o papel dos abatedouros na profilaxia. Revista Caderno Pedagógico – Studies Publicações e Editora Ltda., Curitiba, v.22, n.9, p. 01-19. 2025. DOI: https://doi.org/10.54033/cadpedv22n9-209

Downloads

Publicado

2026-05-07

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

PAVAN, Ana Clara; SILVA, Gabrielli de Oliveira; AOSANI, Vitória. ESTRATÉGIAS DE CONTROLE E PROTOCOLOS DE MANEJO NO TRATAMENTO DA BRUCELOSE EM BOVINOS. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 5, p. e13032, 2026. DOI: 10.56238/arev8n5-016. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/13032. Acesso em: 9 maio. 2026.