CAMBIOS Y PERMANENCIAS EN LA EDUCACIÓN SECUNDARIA PRE-BNCC: UNA LECTURA CURRICULAR SOBRE LA GEOGRAFÍA ESCOLAR
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-109Palabras clave:
Educación Secundaria, Currículo, Geografía Escolar, Reformas Educativas, Políticas CurricularesResumen
Este artículo analiza los cambios y permanencias curriculares en la Educación Secundaria brasileña durante el período anterior a la implementación de la Base Nacional Común Curricular (BNCC), con énfasis en los impactos para la Geografía escolar. Es el resultado de una investigación desarrollada en el marco de una tesis doctoral defendida en noviembre de 2025 en el Programa de Posgrado en Geografía de la Universidade Estadual Paulista. La investigación se fundamenta en el análisis documental de políticas curriculares, especialmente de los Parámetros Curriculares Nacionales para la Educación Secundaria (PCNEM), de las Orientaciones Educativas Complementarias (PCN+) y de las Orientaciones Curriculares Nacionales para la Educación Secundaria (OCNEM), además de directrices y programas posteriores que contribuyeron a reorientar esta etapa de la educación básica. Los resultados indican que, a pesar del discurso de innovación asociado a la interdisciplinariedad, la contextualización y el currículo por competencias, predominó una perspectiva prescriptiva, en la cual el currículo fue colocado como eje central de las reformas, sin enfrentar de manera efectiva las desigualdades estructurales que atraviesan la escuela pública. En el campo específico de la Geografía, los documentos analizados reafirman la importancia de la disciplina en la formación crítica y ciudadana, al mismo tiempo que reorganizan conceptos y contenidos estructurantes, evidenciando continuidades y reconfiguraciones en el tratamiento del conocimiento geográfico. Se concluye que el período pre-BNCC estuvo marcado por reformas sucesivas y disputas en torno al sentido formativo de la Educación Secundaria, anticipando elementos posteriormente consolidados en la Nueva Educación Secundaria, como la flexibilización curricular y la diversificación formativa, lo que refuerza la necesidad de comprender tales políticas como procesos históricos de tensiones y continuidades.
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