ENTRE LA MIRA Y EL OLVIDO – LA NECROPOLÍTICA EN LAS OPERACIONES POLICIALES DE RÍO DE JANEIRO: VIOLENCIA DE ESTADO, DERECHOS HUMANOS Y LA “POLÍTICA DE LA MUERTE” DESDE LA PERSPECTIVA DE ACHILLE MBEMBE

Autores/as

  • Douglas Luiz de Oliveira Moura Autor/a
  • Lucas Teixeira Dezem Autor/a
  • Rhafic Concolato da Silva Autor/a
  • José Maria Nogueira Neto Autor/a
  • Francisco de Assis de Araújo Júnior Autor/a
  • Ana Rita de Cassia Vieira de Moraes Moreira Autor/a
  • Regildo José Costa Autor/a
  • Ary Luiz de Oliveira Peter Filho Autor/a
  • Daniela Campos Gomes Santos Autor/a
  • Douglas Alves Soares Autor/a
  • Maria Augusta Domingos Dias Autor/a
  • José Antônio Nunes Aguiar Autor/a
  • Graziele Leandro da Rocha Uzêda Autor/a
  • Maria Érica Ceilany Lustosa Vieira Autor/a
  • Johann Stephen de Oliveira Melo Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n2-077

Palabras clave:

Necropolítica, Violencia Policial, Racismo Estructural, Derechos Humanos

Resumen

En las últimas décadas, Río de Janeiro ha sido escenario de operaciones policiales marcadas por una letalidad extrema, especialmente en territorios populares históricamente racializados y precarizados. Episodios recientes de massacres – que, en conjunto, superan el umbral de un centenar de personas asesinadas en acciones del Estado – ponen de relieve la normalización de la muerte como técnica de gobierno y evidencian la selectividad penal que define quién puede vivir y quién debe morir. En este contexto, la violencia policial deja de ser una excepción y pasa a operar como una política continua de control territorial, produciendo miedo, silenciamiento y el olvido social de las víctimas. La recurrencia de estas acciones, frecuentemente justificadas por el discurso de la “guerra contra las drogas”, revela una racionalidad estatal que suspende derechos, relativiza las garantías constitucionales y transforma la muerte en un instrumento legítimo de gestión de las poblaciones consideradas desechables. A la luz de este escenario, el presente artículo toma como objeto de análisis la necropolítica en las operaciones policiales de Río de Janeiro, comprendida como un dispositivo de poder que administra la vida mediante la producción sistemática de la muerte. Anclado en el marco teórico de Achille Mbembe (2012; 2017; 2019; 2021), el estudio investiga cómo la lógica necropolítica se materializa en las prácticas policiales, en las narrativas institucionales y en la invisibilización de las víctimas, articulando violencia de Estado, racismo estructural y violaciones de los derechos humanos. Se busca demostrar que dichas operaciones no constituyen desvíos puntuales, sino expresiones de una política de seguridad que opera a través de la excepción permanente y la deshumanización de determinados cuerpos y territorios. Como pregunta orientadora, el artículo indaga: ¿de qué manera las operaciones policiales en Río de Janeiro pueden ser comprendidas como expresiones de la necropolítica, al producir la muerte sistemática de poblaciones específicas, naturalizar la violencia estatal y tensionar los límites de los derechos humanos en el contexto democrático brasileño? Teóricamente, el estudio se apoya centralmente en Mbembe (2012; 2017; 2019; 2021), con aportes de Almeida (2019), Carneiro (2005; 2011), Batista (2003; 2010; 2011), Foucault (1999; 2014; 2020), Butler (2004; 2009), Agamben (2004; 2014; 2015), Fanon (1969; 2008; 2022), Wacquant (1999; 2002; 2018), Gilroy (2012), Abramovay y Batista (2010), Nascimento (1980), Davis (2016; 2018), Santos (2007), Franco (2014). El trabajo adopta un enfoque cualitativo (Minayo, 2007), de carácter descriptivo y bibliográfico (Gil, 2008), y se inscribe en una perspectiva analítica comprensiva (Weber, 1949). Los resultados evidencian que las operaciones policiales en Río de Janeiro configuran prácticas sistemáticas de gestión de la muerte dirigidas a territorios y poblaciones racializadas, en las que la excepción se convierte en regla. Se observó que la letalidad policial opera de forma selectiva, articulando racismo estructural, criminalización de la pobreza y deshumanización de las víctimas, al tiempo que naturaliza la violencia estatal en el espacio público. Asimismo, se constató que la invisibilización mediática y jurídica de estas muertes contribuye a la erosión de los derechos humanos, debilitando los mecanismos democráticos de rendición de cuentas. Por último, los resultados indican que la necropolítica se consolida como una racionalidad central de la seguridad pública, tensionando profundamente los límites éticos, políticos y jurídicos de la democracia brasileña.

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Publicado

2026-02-13

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Artigos

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MOURA, Douglas Luiz de Oliveira et al. ENTRE LA MIRA Y EL OLVIDO – LA NECROPOLÍTICA EN LAS OPERACIONES POLICIALES DE RÍO DE JANEIRO: VIOLENCIA DE ESTADO, DERECHOS HUMANOS Y LA “POLÍTICA DE LA MUERTE” DESDE LA PERSPECTIVA DE ACHILLE MBEMBE. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 2, p. e12193, 2026. DOI: 10.56238/arev8n2-077. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12193. Acesso em: 17 feb. 2026.