CULTURA DA ALTA PERFORMANCE NAS ORGANIZAÇÕES CONTEMPORÂNEAS: ESTRATÉGIA DE ENGAJAMENTO OU MECANISMO DE ADOECIMENTO OCUPACIONAL?
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-155Palavras-chave:
Alta Performance, Adoecimento Ocupacional, Engajamento Organizacional, Saúde Mental no Trabalho, Gestão de PessoasResumo
A cultura da alta performance permeia as organizações contemporâneas como promessa de excelência e competitividade, porém sua implementação revela paradoxos que merecem investigação profunda. Este estudo analisa a tensão entre engajamento organizacional e adoecimento ocupacional decorrente de pressões por desempenho contínuo. Mediante abordagem bibliográfica exploratória, examina-se como estruturas de gestão centradas em métricas de produtividade afetam a saúde mental e física dos trabalhadores. Os resultados indicam que a alta performance, quando desvinculada de políticas de bem-estar integral, funciona como mecanismo de intensificação laboral que mascara precarização sob linguagem de motivação. Conclui-se que organizações sustentáveis requerem reconfiguração paradigmática que equilibre objetivos produtivos com proteção da integridade psicossomática dos colaboradores, transformando a performance em ferramenta de desenvolvimento humano e não de exploração velada.
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