SEGURO SOCIAL HÍBRIDO COMO COMPLEMENTO AO BPC: PROTEÇÃO PREVENTIVA CONTRA RISCOS DE INFORMALIDADE E VULNERABILIDADE FAMILIAR

Autores

  • Ailton Ferreira Cavalcante Autor
  • Gabriel Jorge Pradera Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n1-099

Palavras-chave:

Proteção Social, BPC, Informalidade, Seguro Híbrido, Políticas Públicas, Prevenção Social

Resumo

Este artigo discute a viabilidade de um Seguro Social Híbrido como mecanismo complementar ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), orientado à proteção preventiva de famílias de baixa renda afetadas pela morte precoce ou incapacidade laboral do provedor, especialmente em contextos de alta informalidade. Parte-se do diagnóstico de que o modelo brasileiro de proteção social permanece fortemente reparador e ex post, acionado somente após a consolidação do dano social, produzindo ciclos de empobrecimento duradouro e dependência assistencial. A partir de revisão bibliográfica, análise normativa e sistematização de experiências internacionais de microseguros sociais e arranjos cofinanciados, o estudo propõe um desenho conceitual de seguro híbrido baseado em três pilares: (i) cofinanciamento público-privado, (ii) gatilhos paramétricos simples, e (iii) integração com o SUAS e o BPC, sem sobreposição de benefícios. Argumenta-se que o modelo possui potencial para reduzir vulnerabilidade intergeracional, mitigar impactos socioeconômicos de eventos incapacitantes e, simultaneamente, produzir economia futura para a assistência social, ao atuar antes da queda definitiva da renda. O artigo encerra apresentando uma agenda de pesquisa aplicada, incluindo modelagem atuarial, avaliação distributiva e análise de governança, que fundamenta o desenvolvimento posterior do tema em estudos empíricos comparados e no contexto brasileiro.

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Publicado

2026-01-12

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

CAVALCANTE, Ailton Ferreira; PRADERA, Gabriel Jorge. SEGURO SOCIAL HÍBRIDO COMO COMPLEMENTO AO BPC: PROTEÇÃO PREVENTIVA CONTRA RISCOS DE INFORMALIDADE E VULNERABILIDADE FAMILIAR. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 1, p. e11815, 2026. DOI: 10.56238/arev8n1-099. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/11815. Acesso em: 18 jan. 2026.