“REVOLTA KIDS”: A CRÔNICA DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA SOBRE O DIREITO À INFÂNCIA E O ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL

Autores

  • Maria Sandra Martins Menezes Autor
  • Vanessa Freitag de Araújo Autor
  • Carla Adriane Leite Arrieira Spaciari Machado Autor

Palavras-chave:

Educação, Infância, Acolhimento Institucional, Direitos da Criança

Resumo

Este artigo discute a efetivação do direito à infância no contexto do acolhimento institucional, à luz do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e da teoria histórico-cultural. Parte-se do entendimento de que a institucionalização deve ser medida excepcional e temporária, voltada à proteção integral e à preservação dos vínculos familiares e comunitários. A análise bibliográfica e o relato de experiência profissional revelam que, na prática, o acolhimento institucional enfrenta desafios relacionados à escassez de recursos, à fragmentação das políticas públicas e à ausência de vínculos afetivos significativos, elementos que impactam diretamente o desenvolvimento emocional e social das crianças. Episódios como a chamada “Revolta Kids” evidenciam que comportamentos interpretados como indisciplina podem representar expressões de sofrimento, medo e busca por reconhecimento. Observa-se que o papel dos profissionais, especialmente pedagogos e educadores sociais, é fundamental para a construção de relações humanizadas que considerem a criança como sujeito histórico e de direitos. Conclui-se que garantir o direito à infância no acolhimento institucional requer ações intersetoriais, formação qualificada e práticas educativas que promovam afeto, escuta e continuidade nas relações.

DOI: https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.092-075

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Publicado

2026-01-06