DIAGNÓSTICO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA EM FELINOS

Autores

  • Júlia Mayumi Imamura Autor
  • Mariana dos Santos Rodrigues Autor
  • Isabel Cristina Fagundes Seben Autor
  • Laura Goncalves Maciel Autor
  • Gabriela Piovesana Dantas Autor
  • Ana Isabel Resende Matos Autor
  • Antonia Emanuella Gonçalves Garrido Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n4-011

Palavras-chave:

SDMA, Eixo Intestino-Rim, Hipertireoidismo

Resumo

A Doença Renal Crônica (DRC) em felinos representa uma condição de alta relevância na prática clínica, especialmente em animais geriátricos, sendo frequentemente diagnosticada em estágios avançados devido à natureza silenciosa de sua progressão. Este trabalho teve como objetivo reunir e analisar evidências recentes relacionadas às estratégias diagnósticas da DRC em gatos. Trata-se de uma revisão narrativa baseada em literatura científica publicada entre 2021 e 2025, com buscas realizadas na base PubMed, contemplando estudos sobre biomarcadores tradicionais e emergentes, influência de comorbidades e alterações metabólicas associadas. A análise dos estudos evidencia uma mudança no paradigma diagnóstico, com a valorização de abordagens integradas em detrimento da utilização isolada da creatinina sérica. Nesse contexto, a dimetilarginina simétrica (SDMA) destaca-se como marcador mais sensível para a detecção precoce da redução da taxa de filtração glomerular, embora sua interpretação deva considerar condições concomitantes, como o hipertireoidismo, que pode interferir nos parâmetros laboratoriais. Além disso, a inclusão de variáveis como cálcio ionizado e magnésio sérico contribui para uma avaliação mais precisa do prognóstico e da progressão da doença. Outros aspectos relevantes incluem o papel do eixo intestino-rim e a influência das toxinas urêmicas na fisiopatologia da DRC, bem como a importância do reconhecimento e manejo de complicações sistêmicas, como a anemia. Dessa forma, evidencia-se que a abordagem diagnóstica atual deve ser abrangente e baseada na integração de múltiplos parâmetros clínicos e laboratoriais. Conclui-se que a detecção precoce e o manejo adequado da DRC felina dependem de uma avaliação multiparamétrica, associada ao controle de comorbidades e à interpretação criteriosa dos biomarcadores, possibilitando intervenções mais eficazes e melhor prognóstico.

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Referências

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Publicado

2026-04-08

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

IMAMURA, Júlia Mayumi; RODRIGUES, Mariana dos Santos; SEBEN, Isabel Cristina Fagundes; MACIEL, Laura Goncalves; DANTAS, Gabriela Piovesana; MATOS, Ana Isabel Resende; GARRIDO, Antonia Emanuella Gonçalves. DIAGNÓSTICO DA DOENÇA RENAL CRÔNICA EM FELINOS. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 4, p. e12805, 2026. DOI: 10.56238/arev8n4-011. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12805. Acesso em: 9 abr. 2026.