PROJETO E COGNIÇÃO: ALGUMAS LEITURAS CRÍTICAS DA IA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-125Palavras-chave:
IA, Asilomar, Singularidade, Transumanismo, HeideggerResumo
No presente artigo são desenvolvidas algumas reflexões críticas sobre os limites da Inteligencia Artificial. Iniciando com reflexões de Heidegger, quem se questionou acerca do significado do pensamento humano, surgem questões como a distinção entre pensamento e algoritmo, os riscos éticos, a desinformação e a responsabilidade humana sobre os seus produtos tecnológicos. Destacamos que as alucinações dos sistemas de IA revelam limites estruturais. Levantamos problemas, como a ausência de sistemas abertos e a restrição imposta ao conhecimento por arquiteturas de IA fechadas. Contrastamos duas visões de hibridização divergentes: a de transumanistas como Iannis Xenakis e Vernor Vinge. Prestamos atenção às fantasias tecnológicas, como a da superinteligência, que podem revelar atitudes políticas de controle totalitário. Se defende a construção de sistemas abertos com governança democrática para calibrar esses riscos de controle, vigilância e concentração de poder. Se destacam alertas éticos da conferência de Asilomar e a necessidade de transparência dos sistemas. Utilizamos como base as recentes críticas de Landgrebe e Smith.
Downloads
Referências
ALPHAGEOMETRY. https://github.com/google-deepmind/alphageometry . 2024.
ANTHROPIC. Claude Constitution. www.anthropic.com/constitution , 2026.
BENASAYAG, M., PENNISI, A. La inteligencia artificial no piensa. (El cerebro tampoco). Ed. Prometeo. Ciudad Autónoma de Buenos Aires.
BENSE, M, Pequena estética. São Paulo. Perspectiva.
BIRKHOFF, G, D. Aesthetic measure. Harvard University Press.
BODEN, M. A. Filosofía de la Inteligencia Artificial. Londres: Oxford University Press.
_____________ Dimensões da criatividade. Porto Alegre: Ed. Artes Médicas Sul.
CHURCHLAND, P. M. Matéria e consciência. Uma introdução contemporânea à filosofia da mente. São Paulo. Fundação Ed. As UNESP.
DREYFUS, H.; DREYFUS, S. La Construcción de una mente versus el modelaje del cérebro: La inteligencia artificial regresa a un punto de ramificación. Artificial Intelligence Vol. 117 n°1.
FLI. FUTURE LIFE INSTITUTE. Asilomar AI Principles. Beneficial AI 2017. https://futureoflife.org/open-letter/ai-principles , 2017.
FLI. FUTURE LIFE INSTITUTE. Pause Giant AI Experiments: An Open Letter, 2023. https://futureoflife.org/open-letter/pause-giant-ai-experiments/ , 2023.
HEIDEGGER, M. ¿Qué significa pensar? Traducción de Raúl Gabás. Ed. Trotta. Madrid.
LANDGREBE, J., SMITH, B. Why Machines Will Never Rule the World. Artificial Intelligence without Fear. New York. Routledge.
MENEGOTTO, J.L. A Framework for Speech-Oriented CAD and BIM Systems. en: Gabriela Celani; David Moreno Sperling; Juarez Moara Santos Franco. (Org.). Communications in Computer and Information Science. 1°Ed. Berlin: Springer Berlin Heidelberg, 2015, v.1, pp. 329-347. DOI: https://doi.org/10.1007/978-3-662-47386-3_18
NEUHAUS, F. Ontologies in the era of large language models - a perspective. Applied Ontology. v.18. n.4. pp.399-407. Dezembro 2023. DOI: 10.3233/AO-230072 DOI: https://doi.org/10.3233/AO-230072
NIKHIL, A. I wasted years confused about how LLMs learn before learning this. I wish someone had told me this when I started. Medium. https://medium.com/me/lists, 2024.
NON-ERGODICSYSTEMS.https://energy.sustainability-directory.com/term/non-ergodic-systems , 2025.
SLOTERDIJK, P. Crítica de la Razón Cínica. Madrid. Ed. Siruela.
______________ Regras para o parque humano. São Paulo: Estação Liberdade.
SLOTERDIJK, P, HEINRICHS H. J. O sol e a morte. Investigações dialógicas. Lisboa: Relógio D’ Água Editores.
SMITH, B. New desiderata for biomedical terminologies. in K. Munn and B. Smith (eds.), Applied Ontology: An Introduction, Frankfurt/Lancaster: Ontos, p. 83-109.
TURING, A. La maquinaria de la computación y la inteligencia. En: Boden Margaret Ann. Filosofía de la Inteligencia Artificial. México, D.F.: Ed. Fondo de Cultura Económica.
UE. Regulamento da União Europeia. 2024/1689 del Parlamento Europeu e do Conselho da União Europeia. https://eur-lex.europa.eu/legal-content/ES/TXT/PDF/?uri=OJ:L_202401689, 2024.
VAROUFAKIS, Y. Tecno feudalismo. O que matou o capitalismo. Tradução: Érika Nogueira Vieira. São Paulo. Ed. Planeta do Brasil.
VINGE, V. The Coming Technological Singularity: How to Survive in the Post Human Era. En: Vision-21: Interdisciplinary Science and Engineering in the Era of Cyberspace, G. A. Landis, Ed., NASA Publication CP-10129, pp.11-22.
XENAKIS, I. Formalized Music: Thought and Mathematics in Composition. New York: Pendragon Press.