DIAGNÓSTICO DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO SEM SUPRADESNIVELAMENTO DO SEGMENTO ST (IAMSSST): CRITÉRIOS CLÍNICOS E ELETROCARDIOGRÁFICOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-056Palavras-chave:
Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST, IAMSSST, OMI, NOMI, Eletrocardiografia, Troponina, Estratificação de RiscoResumo
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é a principal causa de mortalidade global, sendo o Infarto Agudo do Miocárdio sem Supradesnivelamento do Segmento ST (IAMSSST) duas vezes mais frequente que o IAMCSST. Tradicionalmente, o diagnóstico do IAMSSST baseia-se na ausência de elevação persistente do ST no ECG, associada à elevação de troponinas. Contudo, o paradigma STEMI/NSTEMI é limitado, uma vez que 25% a 34% dos pacientes classificados como IAMSSST apresentam Oclusão Miocárdica (OMI) e necessitam de reperfusão imediata. Este estudo, uma revisão bibliográfica narrativa na base de dados PubMed, objetivou sintetizar e analisar as evidências mais recentes sobre o diagnóstico do IAMSSST. Os resultados reforçam a transição para o modelo OMI/NOMI, destacando a importância da identificação de "equivalentes de STEMI" eletrocardiográficos, como o padrão de De Winter, a Síndrome de Wellens e ondas T hiperagudas. Embora as troponinas ultrassensíveis otimizem o diagnóstico precoce, elas não distinguem a etiologia do infarto nem identificam oclusões em tempo real. A estratificação de risco rigorosa, com escores como o GRACE, é fundamental para guiar a estratégia invasiva (emergente ou em até 24 horas). O manejo futuro do IAMSSST exige a integração de avanços diagnósticos, melhor estratificação de risco e terapias personalizadas, com foco contínuo na prevenção secundária e em populações vulneráveis, como pacientes idosos.
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