DESAFIOS NA RECONSTRUÇÃO DE DEFEITOS SEGMENTARES DA MANDÍBULA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-013Palavras-chave:
Reconstrução Mandibular, Retalho Livre de Fíbula, Mini-Placas, Planejamento Virtual, Engenharia de TecidosResumo
A reconstrução de defeitos segmentares da mandíbula é um dos maiores desafios da cirurgia bucomaxilofacial devido à complexidade anatômica e funcional. O retalho livre de fíbula (RLF) microvascularizado é o padrão-ouro atual. Este estudo, caracterizado como uma revisão bibliográfica narrativa, analisou as evidências mais recentes sobre os desafios reconstrutivos. Os resultados indicam que a escolha do método de fixação é crítica, com as mini-placas (MP) demonstrando taxas de complicação de hardware inferiores às barras de reconstrução (RB). O planejamento virtual e o uso de templates 3D aprimoram significativamente a precisão cirúrgica, reduzindo o tempo operatório e melhorando a simetria facial. A estabilidade da união óssea e a fixação rígida, mais do que a origem do tecido (fíbula-fíbula versus fíbula-mandíbula), são determinantes para evitar a pseudartrose. Alternativas como o enxerto de ramo anterior são válidas para defeitos menores em pacientes de risco. A engenharia de tecidos, inspirada na ossificação intramembranosa, representa uma fronteira promissora, embora o RLF planejado virtualmente se mantenha como o pilar das reconstruções atuais. Conclui-se que o sucesso exige uma abordagem multidimensional, integrando técnica refinada, estabilidade biomecânica e inovação biológica, visando resultados cada vez mais funcionais e estéticos.
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