INDICAÇÕES DE SUBUTILIZAÇÃO DA EPINEFRINA AUTOINJETÁVEL FRENTE AO AUMENTO DE CASOS DE ANAFILAXIA EM PEDIATRIA

Autores

  • Mariana Braz de Oliveira Autor
  • Rhenan Vilela Arantes Autor
  • Ibrahim Daoud Elias Filho Autor
  • Mellyna Vilela Magalhães Autor
  • Gabriela Wander de Almeida Braga Autor
  • Patrícia Barros Silva Azevedo Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n1-127

Palavras-chave:

Epinefrina, Anafilaxia, Pediatria

Resumo

A anafilaxia é uma reação de hipersensibilidade sistêmica aguda e potencialmente fatal, cuja incidência tem aumentado de forma significativa na população pediátrica. A epinefrina é reconhecida como o tratamento de primeira linha para essa condição, sendo a apresentação autoinjetável a forma mais segura para administração precoce. Contudo, evidências apontam para sua subutilização, o que pode comprometer os desfechos clínicos. Diante disso, este estudo teve como objetivo analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, as evidências científicas sobre as indicações e a subutilização da epinefrina autoinjetável no manejo da anafilaxia em pediatria. A metodologia consistiu em uma revisão integrativa orientada pelas diretrizes PRISMA 2020 e estruturada pela estratégia PICO. A busca foi realizada nas bases PubMed, BVS e LILACS, contemplando artigos originais publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após aplicação dos critérios de elegibilidade, nove estudos compuseram a amostra final. Os resultados demonstraram que, apesar da eficácia e segurança da epinefrina serem amplamente reconhecidas, sua utilização em crianças ainda ocorre de forma heterogênea. Fatores como atraso no reconhecimento da anafilaxia, insegurança profissional, barreiras de acesso ao autoinjetor e falhas no seguimento após a alta hospitalar contribuíram para a subutilização do medicamento. Estudos recentes também evidenciaram que novas tecnologias, como o spray nasal de epinefrina, podem favorecer o uso oportuno e reduzir a hesitação na administração. Conclui-se que a subutilização da epinefrina autoinjetável em pediatria não está relacionada à falta de evidências científicas, mas a limitações assistenciais, educacionais e estruturais. Assim, reforça-se a necessidade de estratégias integradas, com capacitação contínua, protocolos padronizados e ampliação do acesso ao medicamento, visando à qualificação do manejo da anafilaxia e à redução de desfechos graves em crianças.

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Publicado

2026-01-22

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DE OLIVEIRA, Mariana Braz; ARANTES, Rhenan Vilela; ELIAS FILHO, Ibrahim Daoud; MAGALHÃES, Mellyna Vilela; BRAGA, Gabriela Wander de Almeida; AZEVEDO, Patrícia Barros Silva. INDICAÇÕES DE SUBUTILIZAÇÃO DA EPINEFRINA AUTOINJETÁVEL FRENTE AO AUMENTO DE CASOS DE ANAFILAXIA EM PEDIATRIA. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 1, p. e11881, 2026. DOI: 10.56238/arev8n1-127. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/11881. Acesso em: 27 jan. 2026.