ROMPER PARA FORMÁRSELAS: LUCHAS SIMBÓLICAS DE LAS MUJERES DE PIAUÍ EN EL ÁMBITO DE LA ENFERMERÍA DURANTE LA PRIMERA MITAD DEL SIGLO XX
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-087Palabras clave:
Historia de la Enfermería, Mujeres, DocenciaResumen
Teniendo en cuenta la construcción histórica de la mujer de Piauí, marcada por la dominación masculina y la restricción al ámbito doméstico, se pone de manifiesto el problema de las barreras simbólicas a las que se enfrentan para incorporarse al ámbito profesional de la enfermería. El objetivo es comprender las movilizaciones y luchas simbólicas de las mujeres de Piauí por la formación en enfermería en la primera mitad del siglo XX, a la luz del marco teórico de Pierre Bourdieu. Para ello, se lleva a cabo un estudio histórico-documental, con el análisis de artículos, libros, disertaciones y tesis, sometidos a crítica interna y externa e interpretados según los conceptos bourdieusianos. De este modo, se observa que el acceso a la educación formal, inicialmente como normalistas, favoreció la adquisición de capital simbólico y permitió la inserción gradual de estas mujeres en el ámbito de la salud, especialmente con la formación de visitadoras sanitarias y, posteriormente, de enfermeras tituladas. Sin embargo, factores como las desigualdades regionales y las mejores oportunidades en otros estados dificultaron el regreso a Piauí. Lo que permite concluir que la formación en enfermería constituyó una importante estrategia de movilización social femenina, contribuyendo a la ruptura, aunque gradual, de las estructuras simbólicas de dominación y a la consolidación de nuevos espacios sociales para la mujer, más allá del ámbito doméstico.
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Referencias
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