POLÍTICAS NEOLIBERALES Y TRABAJO DOCENTE EN GOIÁS: EL AUMENTO DE LA CARGA LABORAL COMO EXPRESIÓN DE PRECARIEDAD
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-080Palabras clave:
Neoliberalismo, Inseguridad Laboral, Mundo del Trabajo, Educación BásicaResumen
El objetivo de este artículo es analizar la intensificación de la carga de trabajo de los docentes de educación básica en Goiás, que aumentó de 28 a 32 clases semanales, así como sus consecuencias para la labor docente. Se entiende que este cambio forma parte de una serie de transformaciones ocurridas en el mundo laboral, especialmente desde la consolidación de la ideología neoliberal, caracterizada por la reducción de la presencia del Estado en los servicios públicos, la adopción de políticas de austeridad y el debilitamiento de los derechos históricamente conquistados por la clase trabajadora. Estos procesos han contribuido a la precariedad de los servicios públicos y han impactado directamente las condiciones laborales y de vida de los docentes. Inicialmente, el artículo aborda las transformaciones en el mundo laboral, basándose en autores como Karl Marx, Friedrich Engels y Ricardo Antunes. Posteriormente, analiza el surgimiento del neoliberalismo y su desarrollo en la educación y la labor docente, a partir de las contribuciones teóricas de Christian Laval, István Mészáros y Vladimir Safatle, entre otros. Finalmente, el análisis se sitúa en el contexto del Estado de Goiás, examinando el incremento de la carga de trabajo docente en el sistema educativo estatal y sus repercusiones. Concluye destacando la importancia de comprender esta realidad como un proceso histórico y político, susceptible de cuestionamiento y transformación mediante la organización y la acción colectiva.
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