LA COPA DE LA GARNA: COMPRENDER CÓMO LAS VISIONES ÉTNICO-RACIALES ESENCIALISTAS SOBRE EL FÚTBOL BRASILEÑO CONSTITUYEN MANIFESTACIONES DE RACISMO ESTRUCTURAL

Autores/as

  • Marcel de Almeida Freitas Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n3-092

Palabras clave:

Antropología Cultural, Fútbol Brasileño, Determinismo Racial, Prensa Esportiva

Resumen

Históricamente, el concepto de "raza", incluso sin fundamento científico, se ha vuelto central en el sentido común para explicar la prominencia del fútbol brasileño en el mundo. Ante esto, el texto problematiza dos mitos raciales en la sociedad brasileña: 1) la prominencia de las explicaciones fisiológicas y 2) la subordinación de la cultura al éxito de muchos atletas. Argumenta que, debido al racismo estructural, los datos del IBGE basados ​​en la autodeclaración tienden al blanqueamiento, es decir, algunas personas negras se perciben como mestizas y muchas mestizas como blancas. Esta crítica se ilustra con estadísticas basadas en los 927 jugadores que compitieron en el Campeonato Brasileño de 2022. Fueron heteroidentificados a partir de sus fotos en la edición especial de la revista Placar sobre este torneo. El porcentaje de personas negras, mestizas, asiáticas e indígenas fue mayor y el de personas blancas menor que los porcentajes del IBGE para el mismo período en la sociedad brasileña. El artículo aboga que la prensa deportiva abandone las visiones raciales esencialistas y sugiere que la autopercepción racial/de color de la sociedad brasileña todavía se ve afectada por lo que se ha denominado "blanqueamiento del censo".

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

AGRESTI, Alan; FINLAY, Barbara. Métodos estatísticos para as ciências sociais. 4 ed. Porto Alegre: Penso Editora, 2012.

ALVES, Maycon Emílio Vicente. Futebol, negros e o varguismo: a construção da identidade nacional e a questão racial. Convergências: estudos em Humanidades Digitais, v. 1, n. 01, p. 145-164, 2023.

DA MATTA, Roberto. Os milagres do futebol. In: DAMATTA, Roberto. Explorações: ensaios de sociologia interpretativa. 2. ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2011. p. 87-93.

DEIN, Simon. Race, culture and ethnicity in minority research: a critical discussion. Journal of Cultural Diversity, 13(2), p. 68-75, summer/2006.

FREITAS, Marcel de A.; SÁ, Gabriel S. R. Determinismo racial e o futebol brasileiro: algumas reflexões sobre o racismo estrutural desde a década de 1930. Revista Outros Tempos, 22(39), p. 246-271, 2025.

FREYRE, Gilberto. Foot-ball mulato. Diário de Pernambuco, Recife, 17 jun. 1938, p. 4. Disponível em: https://www.linkedin.com/pulse/gilberto-freyre-football-mulato-o-futebol-arte-di%C3%A1rio-cruz/. Acesso em: 13/07/2025.

GOMES, Gabriel P. S. Pretos e pardos, uni-vos. Os desafios de ser negro no Brasil do século XXI. Revista Desenvolvimento e Civilização, v. 2, n. 1, p. 80-106, jan/jul. 2021.

GUTERMAN, Marcos. O futebol explica o Brasil – uma história da maior expressão popular do país. São Paulo: Contexto, 2009.

HELAL, Ronaldo; LOVISOLO, Hugo; SOARES, Antônio J. Mídia, raça e idolatria: a invenção do país do futebol. Rio de Janeiro: Mauad, 2001.

LOPES, Felipe T. P. Futebol, ideologia e cultura de massa: repensando a perspectiva crítica. Tríade: comunicação, cultura e mídia, Sorocaba, v. 4, n. 7, p. 89-108, jun. 2016. Disponível em: http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/triade/article/download/2477/2210. Acesso em: 15/07/2025.

LOPES, José Sergio Leite. Class, ethnicity, and color in the making of Brazilian football. Daedalus, v. 129, n. 2, p. 239-270, 2000.

MELO, Mariana. O futebol e o surgimento dos mitos: a mídia e a análise dos discursos. 1. ed. São Paulo: Brasiliense, 2007.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Belo Horizonte: Autêntica, 2006.

NOGUEIRA, Oracy. Preconceito “racial” de marca e preconceito “racial” de origem. Revista Tempo Social, 19(1), p. 287-307, 2007.

OLIVEIRA, Roberto C. O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir, escrever. Revista de Antropologia, 39(1), p. 13-37, 1996.

ORTNER, Sherry. B. Teoria na antropologia desde os anos 60. Mana, v. 17, n. 2, p. 419-466, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-93132011000200007.

PAGLIARO, Heloísa; AZEVEDO, Marta M.; SANTOS, Ricardo V. Demografia dos Povos Indígenas no Brasil: um panorama crítico. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005.

PENNA, Sérgio Danilo. Homo Brasilis. São Paulo: Funpec, 2002.

REVISTA PLACAR. Guia do Brasileirão 2022. São Paulo: Editora Abril, 2022.

RIBEIRO, Darcy. O povo brasileiro. A formação e o sentido do Brasil. São Paulo: Cia. das Letras, 1995.

SILVA, Patrícia; CAMINO, Leôncio, 2001, A face oculta do racismo no Brasil: uma análise psicossociológica. Revista Psicologia Política. (1)1: 13-36, 2001.

SODRÉ, Muniz. Claros e escuros: identidade, povo e mídia no Brasil. Petrópolis: Vozes, 1999.

Publicado

2026-03-18

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

FREITAS, Marcel de Almeida. LA COPA DE LA GARNA: COMPRENDER CÓMO LAS VISIONES ÉTNICO-RACIALES ESENCIALISTAS SOBRE EL FÚTBOL BRASILEÑO CONSTITUYEN MANIFESTACIONES DE RACISMO ESTRUCTURAL. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 3, p. e12580, 2026. DOI: 10.56238/arev8n3-092. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12580. Acesso em: 20 mar. 2026.