LA CAPACIDAD DE AUTODETERMINACIÓN DEL ADOLESCENTE EN CONTEXTOS ASISTENCIALES DE SALUD: DELIMITACIÓN JURÍDICA DE LA INTERVENCIÓN PARENTAL A LA LUZ DEL CONSTRUCTO DEL “MENOR MADURO”

Autores/as

  • Edília Gama Pimentel Autor/a
  • Renata Salgado Leme Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n2-054

Palabras clave:

Autonomía del Adolescente, Autoridad Parental, Menor Maduro, Consentimiento Informado, Derecho a la Salud

Resumen

El presente artículo analiza, desde un enfoque jurídico-dogmático, cómo se establecen los límites del poder familiar cuando los adolescentes necesitan participar en decisiones relacionadas con su propia salud. Se parte de la comprensión de que, aunque aún dependan formalmente de sus responsables, estos jóvenes desarrollan de manera gradual discernimiento, valores y una identidad propia. Por ello, deben ser acompañados y orientados para asumir, de forma progresiva, su capacidad de autodeterminación. El estudio busca identificar en qué medida el ordenamiento jurídico brasileño permite que los adolescentes tengan una participación real en las decisiones terapéuticas que les conciernen, especialmente en situaciones que implican vulnerabilidades, riesgos o impactos significativos sobre su dignidad. Para ello, se adopta el método hipotético-deductivo, junto con una revisión amplia de la literatura doctrinaria y normativa pertinente. El análisis se centra en la teoría del “menor maduro”, desarrollada inicialmente en el campo de la bioética y posteriormente incorporada al debate jurídico. Este enfoque ofrece parámetros para evaluar cuándo el adolescente posee la capacidad de comprender la información médica y, en consecuencia, manifestar consentimiento informado o incluso rechazar determinados tratamientos. Se sostiene que el reconocimiento gradual de la autonomía juvenil fortalece la dignidad del paciente y favorece prácticas asistenciales más sensibles a sus experiencias, expectativas y valores personales. Al mismo tiempo, se resalta que esta ampliación de la participación debe ocurrir con equilibrio, sin desconsiderar el papel esencial del poder familiar como instancia protectora indispensable para resguardar el mejor interés del adolescente.

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Publicado

2026-02-10

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

PIMENTEL, Edília Gama; LEME, Renata Salgado. LA CAPACIDAD DE AUTODETERMINACIÓN DEL ADOLESCENTE EN CONTEXTOS ASISTENCIALES DE SALUD: DELIMITACIÓN JURÍDICA DE LA INTERVENCIÓN PARENTAL A LA LUZ DEL CONSTRUCTO DEL “MENOR MADURO”. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 2, p. e12138 , 2026. DOI: 10.56238/arev8n2-054. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12138. Acesso em: 17 feb. 2026.