LAW 14.188/2022 AND THE (IN)VISIBILITY OF PSYCHOLOGICAL VIOLENCE WITHIN THE SCOPE OF THE DOMESTIC AND FAMILY VIOLENCE COURT AGAINST WOMEN IN PAÇO DO LUMIAR/MA IN THE YEAR 2022
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev7n12-121Keywords:
Gender, Psychological Violence, Law No. 14,188/2021, JudiciaryAbstract
Domestic and family violence against women is a persistent practice in Brazilian society, marked by patriarchal structures and entrenched cultural machismo. As a historically and socially rooted phenomenon, it stems from power relations and the domination of women based on their gendered condition. In this context, psychological violence, one form of domestic violence, is likewise shaped by social and cultural inequalities; however, its consequences may be even more severe than those of physical violence, given its invisibility and limited public awareness, as it is not readily perceptible to all. The enactment of Law No. 14,188 of July 28, 2021, therefore represents an innovation in addressing this type of violence, criminalizing it through the introduction of Article 147-B into the Brazilian Penal Code and adopting strategies for its prevention and suppression. Following the implementation of this law, this study seeks to understand how psychological violence has been framed within the Domestic and Family Violence Court of Paço do Lumiar/MA in the year 2022. To this end, the research focused on three key pillars: gender as a sociolegal category; the historical context of women's rights in Brazil; and, finally, the visibility of this issue within the judicial unit responsible for such cases at the Paço do Lumiar Courthouse, with emphasis on the results obtained through the collection of relevant data. The methodological approach combined a literature review and documentary analysis, including the examination of court cases involving psychological violence against women. Ultimately, the study concludes that, despite more than 18 months since the publication of Law No. 14,188/2021, its application within the Domestic and Family Violence Court of Paço do Lumiar remains incipient, even in the face of the pervasive presence of psychological violence in gender relations, in which women continue to be subjected to patriarchal and machista domination.
Downloads
References
ALMEIDA, Fernanda Andrade. Poder judiciário, decisão judicial e estereótipos de gênero. Revista Electrónica de Direito, Porto, v. 20, n. 3, p. 1-30, out. 2019. DOI 10.24840/2182-9845_2019-0003_0002. Disponível em: https://cije.up.pt/client/files/0000000001/2-artigo-fernanda-andrade-almeida_1211.pdf. Acesso em: 25 out. 2022. DOI: https://doi.org/10.24840/2182-9845_2019-0003_0002
ALMEIDA, Arislene da Silva; MORAES, Vitor Hugo Souza; CHAI, Cássius Guimarães; CARNEIRO, Monica Fontenelle; FIGUEIREDO JÚNIOR, Carlos Magno Alhakim. Organized crime and illegal adoption of vulnerable Brazilian children: a human rights perspective. Beijing Law Review, v. 15, p. 576-592, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.4236/blr.2024.152036. Acesso em: 4 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.4236/blr.2024.152036
BANDEIRA, Lourdes Maria. Violência de gênero: a construção de um campo teórico e de investigação. Revista Sociedade e Estado, Brasília, v. 29, n. 2, p. 449-470, maio/ago. 2014. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922014000200008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/se/a/QDj3qKFJdHLjPXmvFZGsrLq/abstract/?lang=pt. Acesso em: 20 set. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-69922014000200008
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2019]. Disponível em: Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/ Constituiçao.htm. Acesso em: 29 out. 2022.
___________. Decreto-Lei no 2.848, de 7 de DEZEMBRO de 1940. Código Penal. Brasília, 1940. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm. Acesso em: 28 out. 2022.
___________. Lei n. 12.845, de 1º de agosto de 2013. Dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual. Brasília, DF, 2013. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2013/lei/l12845.htm. Acesso em: 3 nov. 2022.
___________. Lei n. 14.188, de 28 de julho de 2021. Define o programa de cooperação Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica como uma das medidas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher previstas na Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha), e no Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), em todo o território nacional; e altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), para modificar a modalidade da pena da lesão corporal simples cometida contra a mulher por razões da condição do sexo feminino e para criar o tipo penal de violência psicológica contra a mulher. Brasília, DF, 2021. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/L14188.htm. Acesso em: 3 nov. 2022.
___________. Lei n. 11.340, de 7 de agosto de 2006. Cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, nos termos do § 8º do art. 226 da Constituição Federal, da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres e da Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher; dispõe sobre a criação dos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher; altera o Código de Processo Penal, o Código Penal e a Lei de Execução Penal; e dá outras providências. Brasília, DF, 2006. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11340.htm. Acesso em: 2 out. 2022.
CASTRO, Janaína Silveira; MENDES, Silvana Maria de Carvalho. A trajetória jurídica dos direitos da mulher no Brasil: das ordenações do reino à Lei Maria da Penha. FAS@JUS: e-Revista da Faculdade de Direito Santo Agostinho, Montes Claros, v. 1, n. 2, p. 23-31, 2011. Disponível em: https://direito.fasa.edu.br/k/fasajus/3544463.pdf. Acesso em: 13 out. 2022.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (GRUPO DE TRABALHO). Escola de Formação Nacional de Magistrados (ENFAM). Protocolo para julgamento com perspectiva de gênero. Brasília, DF: Conselho Nacional de Justiça. 2021. 132 p. Disponível em: http://www.cnj.jus.br. Acesso em: 10 out. 2022.
CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. Recomendação geral n. 35 sobre violência de gênero contra as mulheres do Comitê para Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra a Mulher (CEDAW). Brasília, 2019, 34p. (Série Tratados Internacionais de Direitos Humanos). Disponível em: http://www.cnj.jus.br. Acesso em: 17 nov. 2022.
COSTA, Claudia. Princípios constitucionais, igualdade e mulheres na Constituição de 1988. In: BERTOLIN, Patrícia T. Martins; ANDREUCCI, Ana Claudia P. T. (org.). Mulher, sociedade e direitos humanos. São Paulo: Rideel, 2010. p. 81-96.
CUNHA, Tânia Rocha Andrade; SOUSA, Rita de Cássia Barbosa de. Violência psicológica contra a mulher: dor invisível. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL ENLAÇANDO SEXUALIDADES, 5., 2017, João Pessoa. Anais [...]. João Pessoa, 2017. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/editora/anais/enlacando/2017/TRABALHO_EV072_MD1_SA2_ID848_19062017202106.pdf. Acesso em: 12 ago. 2022.
FERNANDES, Valéria Diez Scaranze; ÁVILA, Thiago Pierobom de; CUNHA, Rogério Sanches. Violência psicológica contra a mulher: comentários à Lei n. 14.188/2021. Meu Site Jurídico, 29 jul. 2021. Disponível em: https://meusitejuridico.editorajuspodivm.com.br/. Acesso em: 1 nov. 2022.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 6ª Ed. São Paulo: Atlas, 2009.
IORA, Tânia Angelita. A construção dos direitos das mulheres na conquista de seu espaço. Revista Quaderns de Psicologia, Barcelona, v. 18, n. 3, p. 7-14, 2016. DOI: http://dx.doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1270. Disponível em: http://dx.doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1270. Acesso em: 2 out. 2022. DOI: https://doi.org/10.5565/rev/qpsicologia.1270
KAMADA, Fabiana Larissa. As mulheres na história: do silêncio ao grito. In: BERTOLIN, Patrícia T. Martins; ANDREUCCI, Ana Claudia P. T. (org.). Mulher, sociedade e direitos humanos. São Paulo: Rideel, 2010. p. 38-60.
LEÃO, Ingrid. Perspectiva de gênero no judiciário: promoção e garantia da igualdade. In: BERTOLIN, Patrícia T. Martins; ANDREUCCI, Ana Claudia P. T. (org.). Mulher, sociedade e direitos humanos. São Paulo: Rideel, 2010. p. 337-364.
MAIA, Luana R. F. do N.; FREITAS, Christiane K. C.; VILELA, Cristiane C. Serviço social, gênero e violência doméstica contra mulheres: a intervenção de assistentes sociais na aplicação da Lei Maria da Penha. In: ANDRADE, Eliane Cristina Martins de Resende; BUTA, Nayana Martins Amorim (org.). Incursões psicossociais na justiça: violências e litígios familiares. Curitiba: CRV, 2020, p. 170-190.
MARANHÃO (Estado). Tribunal de Justiça do Maranhão. Processo Judicial Eletrônico – PJE. Pesquisa Processual – Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher – Medidas Protetivas. Paço do Lumiar, 2022. Disponível em: www.tjma.jus.br. Acesso em: 21 set. 2022.
MATOS, Maureen Lessa; GITAHY, Raquel Rosan Cristino. A evolução dos direitos da mulher. Colloquium Humanarum, Presidente Prudente, v. 4, n. 1, p. 74-90, jun. 2007. DOI: 10.5747/ch.2007.v04.n1. Disponível em: https://journal.unoeste.br/index.php/ch/article/view/223. Acesso em: 20 out. 2022. DOI: https://doi.org/10.5747/ch.2007.v04.n1/h037
MOREIRA, Venícius Meneses; ANDRADE, Pablo Regis. A mulher vista pelos direitos sociais na legislação infraconstitucional brasileira pós Constituição de 1988. Muiraquitã: Revista de Letras e Humanidades, Rio Branco, v. 8, n. 2, p. 189-202, 2020. DOI: https://doi.org/10.29327/210932.8.2-15. Disponível em: https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/article/view/3741. Acesso em: 15 out. 2022. DOI: https://doi.org/10.29327/210932.8.2-15
NOVO, Benigno Nuñez. Os direitos das mulheres. Conteúdo Jurídico, 2021. Disponível em: https://conteudojuridico.com.br/coluna/3261/os-direitos-das-mulheres. Acesso em: 25 out. 2022.
OLIVEIRA, Maria Marly de. Como fazer projetos, relatórios, monografias, dissertações e teses. 5.ed. rev. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
ORGANIZAÇÃO PAN-AMAERICA DA SAÚDE. Violência contra as mulheres. Brasília, DF, [2021?]. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topics/violence-against-women. Acesso em: 20 jul. 2022.
PASINATO, Wânia. Acesso à justiça e violência doméstica e familiar contra as mulheres: as percepções dos operadores jurídicos e os limites para a aplicação da Lei Maria da Penha. Revista Direito GV, São Paulo, v. 11, n. 2, p. 407-428, jul./dez. 2015. DOI: https://doi.org/10.1590/1808-2432201518. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rdgv/a/5sWmchMftYHrmcgt674yc7Q/abstract/?lang=pt. Acesso em: 12 out. 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/1808-2432201518
PIOVESAN, Flávia. A proteção internacional dos direitos humanos das mulheres. Revista EMERJ, Rio de Janeiro, v. 15, n. 57, p. 70-89, jan./mar. 2012. Edição especial. Disponível em: https://www.emerj.tjrj.jus.br/revistaemerj_online. Acesso em: 20 out. 2022.
PINTO, Camila Batista. Acesso das mulheres à justiça: percepções e vivências sobre o direito e a justiça. 2020. 230f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2020. Disponível em: file:///C:/Users/DELL/Downloads/Camila%20Batista%20Pinto.pdf. Acesso em: 17 out. 2022.
QUEIROZ, Rosana Ataide de; CUNHA, Tania Andrade Rocha. A violência psicológica sofrida pelas mulheres: invisibilidade e memória. Revista NUPEM, Campo Mourão, v. 10, n. 20, p. 86-95, maio/ago. 2018. DOI:https://doi.org/10.33871/nupem.v10i20.310. Disponível em: https://periodicos.unespar.edu.br/index.php/nupem/article/view/5564. Acesso: 21 set. 2021. DOI: https://doi.org/10.33871/nupem.v10i20.310
ROCHA, Maria Elizabeth Guimarães Teixeira. Os direitos da mulher nos 30 anos da Constituição Federal Brasileira. Rio de Janeiro: Editora Justiça & Cidadania, 2018. Disponível em: https://www.editorajc.com.br. Acesso em: 20 out. 2022.
ROCHA, Luciana Lopes. Violência psicológica contra a mulher e a Lei nº 14.188/2021. Aula Magna Webinar “V Encontro de Assistentes Sociais e Psicólogos do Tribunal de Justiça do Maranhão”. São Luís, 2021.
SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. Contribuições feministas para o estudo da violência de gênero. Cadernos Pagu, Campinas, v. 16, p. 115-136, 2001. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/cadpagu/article/view/8644541. Acesso em: 1 set. 2022. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-83332001000100007
SAFFIOTI, Heleieth Iara Bongiovani. Gênero, patriarcado, violência. 2. ed. São Paulo: USP, 2011. 159p. Disponível em: https://fpabramo.org.br/publicacoes/wp-content/uploads/sites/5/2021/10/genero_web.pdf. Acesso em: 1 set. 2022.
_____________. Gênero, patriarcado, violência. 2. ed. São Paulo: Expressão Popular/Fundação Perseu Abramo, 2015. 160 p. Disponível em: https://fpabramo.org.br/publicacoes/wp-content/uploads/sites/5/2021/10/genero_web.pdf. Acesso em: 1 set. 2022.
SCOTT, Joan. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Texto Original: SCOTT, Joan. Gender on the Politics of History. New York: Columbia University Press, 1988, p. 28-50 (Publicação em inglês). Tradução de Tomaz Tadeu da Silva, de acordo com o original em inglês. Revista Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2: 71-99, jul/dez. 1995. 29 p. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/educacaoerealidade/article/view/71721.
SEVERI, Fabiana Cristina. Justiça em uma perspectiva de gênero: elementos teóricos, normativos e metodológicos. Revista Digital de Direito Administrativo, Ribeirão Preto, v. 3, n. 3, p. 574-601, 2016. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2319-0558.v3i3p574-601. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/rdda/article/view/119320/116998. Acesso em: 25 set. 2022. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2319-0558.v3i3p574-601
SILVA, Vivian da Veiga. As contribuições de Heleieth Saffioti para os estudos de gênero na contemporaneidade. Revista Feminismos, Salvador, v. 7, n. 1, p. 17-25, jan./abr. 2019. Disponível em: https://www.feminismos.neim.ufba.br. Acesso em: 25 out. 2022.
SIQUEIRA, Camila Alves; ROCHA, Ellen Sue Soares. Violência psicológica contra a mulher: uma análise bibliográfica sobre a causa e consequência desse fenômeno. Revista Arquivos Científicos (IMMES), Macapá, v. 2, n. 1, p. 12-23, jun. 2019. DOI: https://doi.org/10.5935/2595-4407/rac.immes.v2n1p12-23. Disponível em: arqcientificosimmes.emnuvens.com.br. Acesso em: 21 set. 2021. DOI: https://doi.org/10.5935/2595-4407/rac.immes.v2n1p12-23
SOMMA NETO, João; DIAS, Eduardo Covalesky; CALEFI, Renata. Entre Bourdieu e Foucault: relações de poder nos campos político e comunicacional. Tuiuti: Ciência e Cultura, Curitiba, n. 50, p. 55-70, 2015. Disponível em: https://www.academia.edu/17019265/Entre_Bourdieu_e_Foucault_rela%c3%a7%C3%B5es_de_poder_nos_campos_pol%c3%Adtico_e_comunicacional. Acesso em: 10 out. 2021.
TAVASSI, Ana Paula Chudzinski. O que são os direitos das mulheres. Equidade, 13 abr. 2021. Disponível em: https://www.politize.com.br/equidade/blogpost/o-que-sao-os-direitos-das-mulheres/. Acesso em: 20 out. 2022.
MORAES, Vitor Hugo Souza (Coord.). Resultados e aprendizados do uso da jurimetria. São Paulo: IDS, 2025. Disponível em: https://www.idsbrasil.org/wp-content/uploads/2025/11/Resultados-e-aprendizados-do-uso-da-jurimetria_.pdf. Acesso em: 03 dez. 2025.