UM VÍRUS NAS MANCHETES: UMA REVISÃO CRÍTICA DA COBERTURA JORNALÍSTICA DA RAIVA EM UM PERIÓDICO DE GRANDE CIRCULAÇÃO ESTADUAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-022Palavras-chave:
Comunicação em Saúde, Lyssavirus, Saúde Pública, ZoonosesResumo
O papel da vida silvestre na epidemiologia da raiva tem aumentado no Brasil, destacando a necessidade de medidas preventivas eficazes. A comunicação em saúde é essencial para manter a população informada sobre os avanços relacionados à doença. Analisamos reportagens sobre raiva publicadas entre 1970 e 2009 pelo principal jornal da Bahia, com o objetivo de avaliar as abordagens sobre a doença e caracterizar a contribuição da imprensa para o desenvolvimento do conhecimento público acerca dessa zoonose. Foram recuperados 1.381 artigos do período: 403 focados na raiva em humanos; 689 em animais de estimação; 428 em herbívoros; 178 em morcegos; 41 em outras espécies silvestres; e 141 artigos mencionaram a raiva em um contexto genérico. Embora os artigos apresentassem conteúdo relevante para a população, a importância das espécies silvestres na epidemiologia da doença foi negligenciada.
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