EMANCIPAR A EDUCAÇÃO: ENTRE PARADOXOS E BRECHAS MICROPOLÍTICAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-106Palavras-chave:
Educação Infantil, Políticas Públicas, Subjetivação, HumanizarResumo
Cartografando engrenagens de exclusão e normatização dos corpos e subjetividades, em alinhamento a conceitos foucaultianos e freirianos, constata-se as instituições como agentes de sustentação e replicação das políticas e sistemas disciplinadores. Sendo assim, pode-se pensar a escola como instituição de acolhimento e expansão, tanto quanto, de maquinização e doutrinamento. Então, a partir da escuta ativa de professores, revisão bibliográfica e pesquisa de dados, este artigo busca traçar algumas análises sobre a educação e seus meandros, considerando que o ato de educar e seus atores são instrumentos analíticos do quanto a educação atua não apenas no desenvolvimento cognitivo, mas também nas formulações de modos de viver e se relacionar, o que também guarda potenciais e oportuniza o investimento em estratégias que humanizem as subjetivações com inventividade, arte e afetos, buscando fortalecê-las diante das vulnerabilidades sociais e culturais. Conclui pela aposta em intersecções com políticas públicas e na educação infantil como campo fértil a ser privilegiado no cultivo de raízes de resistências e transformações político-sociais.
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