ANÁLISE ESTRUTURAL E ARBORÍSTICA DE PRAÇAS DO MUNICÍPIO DE CORONEL FABRICIANO (MG)
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-064Palavras-chave:
Arborização Urbana, Praças Públicas, Planejamento Urbano, Infraestrutura, AcessibilidadeResumo
O presente estudo buscou mostrar a importância das praças urbanas, como espaços públicos multifuncionais que contribuem para a qualidade de vida da população, preservação ambiental e valorização cultural do município. A pesquisa possui abordagem quali-quantitativa, configurando-se como um estudo com aspectos e análises documentais e de caso. O estudo foi pautado nas Legislações Municipais, Estaduais e Federais, que tratam da arborização urbana, destacando sua importância nas praças públicas e do seu planejamento urbano. Na análise documental, foi consultado o Plano Diretor Municipal de Coronel Fabriciano, buscando compreender as diretrizes locais de ordenamento urbano e ambiental. Os resultados revelaram heterogeneidade entre as praças analisadas, especialmente quanto à infraestrutura, arborização e acessibilidade. A “Praça Louis Ensch” apresentou melhor planejamento e manutenção. Enquanto a “Praça da Estação”, embora seja um ponto cultural importante, mostrou deficiências na arborização e na oferta de sombreamento arbóreo e equipamentos urbanos. Observou-se predominância de espécies exóticas em detrimento das nativas, o que compromete a biodiversidade e os ecossistêmicos locais. Conclui-se que as praças de Coronel Fabriciano exercem papel essencial na integração social e ambiental do município, mas carecem de políticas públicas que priorizem o planejamento paisagístico e o uso de espécies nativas, assegurando maior conforto térmico, sustentabilidade e qualidade de vida à população. Essa pesquisa poderá subsidiar gestores públicos e planejadores urbanos na tomada de decisões, incentivando políticas mais eficazes de manejo e planejamento.
Downloads
Referências
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 16071: playgrounds – requisitos de segurança. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=304755. Acesso em: 23 fev. 2026.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5674: manutenção de edificações – requisitos para o sistema de gestão de manutenção. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=16922. Acesso em: 23 fev. 2026.
ABNT – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 9050: acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=44024. Acesso em: 23 fev. 2026.
ALBERTIN, Ricardo et al. Serviços ambientais prestados pela arborização urbana. Revista Brasileira de Arborização Urbana, v. 6, n. 3, p. 230–243, 2011.
ALVARES, Clayton A. et al. Köppen’s climate classification map for Brazil. Meteorologische Zeitschrift, v. 22, n. 6, p. 711–728, 2013. DOI: https://doi.org/10.1127/0941-2948/2013/0507
ANGELIS, Bruno Luiz Domingos de et al. Praças públicas: avaliação de aspectos urbanos e ambientais. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, v. 1, n. 1, p. 1–15, 2005.
AVRELLA, Débora et al. Arborização urbana e planejamento paisagístico. Revista Floresta, v. 44, n. 3, p. 503–514, 2014.´
BIONDI, Daniela; ALTHAUS, Maria. Árvores urbanas. Curitiba: UFPR, 2005.
BOWLER, Diana E. et al. Urban greening to cool towns and cities: a systematic review of the empirical evidence. Landscape and Urban Planning, v. 97, n. 3, p. 147–155, 2010. DOI: https://doi.org/10.1016/j.landurbplan.2010.05.006
BRASIL. Código de Trânsito Brasileiro. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm. Acesso em: 11 set. 2025.
BRASIL. Ministério do Meio Ambiente. Manual de arborização urbana. Brasília, 2017. Disponível em: https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/urbanizacao. Acesso em: 22 nov. 2025.
BURDEN, Amanda. How public spaces make cities work. New York: TED Conferences, 2014.
CARR, Stephen et al. Public space. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.
CARVALHO, Paulo Ernani Ramalho. Espécies arbóreas exóticas na arborização urbana. Revista Árvore, v. 43, n. 2, p. 1–12, 2019.
CBH PIRACICABA-MG. Relatório ambiental da bacia do Rio Piracicaba. Ipatinga, 2014. Disponível em: http://www.cbhpiracicaba-mg.org.br/relatorio. Acesso em: 22 nov. 2025.
CHIESURA, Alessandra. The role of urban parks for the sustainable city. Landscape and Urban Planning, v. 68, p. 129–138, 2004. DOI: https://doi.org/10.1016/j.landurbplan.2003.08.003
CONTRAN – Conselho Nacional de Trânsito. Resoluções nº 236/2007 e nº 798/2020. Brasília, 2007; 2020. Disponível em: https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/seguranca-de-transito. Acesso em: 22 nov. 2025.
DA GUARDA, Felipe et al. Espaços públicos e redução de custos em saúde pública. Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde, v. 27, e0274, 2022.
DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes. Manual Brasileiro de Sinalização de Trânsito. Brasília, 2014. Disponível em: https://www.gov.br/dnit/pt-br/assuntos/sinalizacao. Acesso em: 22 nov. 2025.
ECKER, Daniela. Centralidade urbana e espaços públicos. Revista Geografia e Planejamento, v. 15, n. 2, p. 87–102, 2020.
EIGENSCHENK, B. et al. Benefits of outdoor sports for society. International Journal of Environmental Research and Public Health, v. 16, n. 6, p. 1–15, 2019. Disponível em: https://www.mdpi.com/1660-4601/16/6/1. Acesso em: 23 fev. 2026.
FORMAN, Richard T. T. Urban ecology. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.
FRANCIS, Mark; RIVLIN, Leanne; STONE, Andrew. Public space. Cambridge: Cambridge University Press, 1992.
GEHL, Jan. Cidades para pessoas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2013.
GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2006.
GILL, Susannah E. et al. Adapting cities for climate change: the role of green infrastructure. Built Environment, v. 33, n. 1, p. 115–133, 2007. DOI: https://doi.org/10.2148/benv.33.1.115
GREY, Gene W.; DENEKE, Frederick J. Urban forestry. New York: Wiley, 1986.
GUEVARA-ESCOBAR, A. et al. Root system characteristics of Ficus benjamina. Urban Forestry & Urban Greening, v. 6, p. 125–132, 2007.
HARDER, Ingrid C. F. Espaços livres urbanos. São Paulo: FAU-USP, 2002.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico 2022. Rio de Janeiro, 2022. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/censos. Acesso em: 11 set. 2025.
IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Manual Técnico da Vegetação Brasileira. Rio de Janeiro, 2012. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/manual_vegetacao. Acesso em: 11 set. 2025.
IBRAHIM, Alhassan. Urban public space governance and maintenance. Journal of Urban Management, v. 9, n. 3, p. 345–356, 2020.
JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.
KABISCH, Nadja et al. Nature-based solutions to climate change mitigation and adaptation. Landscape and Urban Planning, v. 182, p. 1–6, 2019.
LIMA, André; SOUZA, Carlos. Gestão da arborização urbana. Revista da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana, v. 15, n. 2, p. 45–60, 2020. DOI: https://doi.org/10.5380/revsbau.v15i3.71714
LIMA NETO, Edmilson et al. Arborização urbana e seus benefícios ambientais. Revista Verde, v. 10, n. 1, p. 10–18, 2015.
LORENZI, Harri. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2008.
LORENZI, Harri et al. Palmeiras no Brasil: nativas e exóticas. Nova Odessa: Instituto Plantarum, 2010.
LOW, Setha. Public space and diversity. Human Ecology, v. 40, p. 1–12, 2012.
LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. São Paulo: Martins Fontes, 2011.
MACEDO, Silvio Soares; SAKATA, Francine Gramacho. Parques urbanos no Brasil. São Paulo: Edusp, 2002.
MACÊDO, Eduardo; TORRES, Patrícia. Planejamento e revitalização de praças públicas. Revista Desenvolvimento e Meio Ambiente, v. 50, p. 233–249, 2019. Disponível em: https://www.revistadema.org.br/artigo/planejamento-revitalizacao. Acesso em: 22 nov. 2025.
MCKINNEY, Michael. Urbanization as a major cause of biotic homogenization. Biological Conservation, v. 127, p. 247–260, 2006. DOI: https://doi.org/10.1016/j.biocon.2005.09.005
MENDONÇA, Francisco. Clima urbano. Curitiba: Editora UFPR, 2007.
MILLER, Richard; HAUER, Richard; WERNER, Les. Urban forestry: planning and managing urban greenspaces. 3. ed. Long Grove: Waveland Press, 2015.
MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Meio Ambiente. Diretrizes para arborização urbana. Belo Horizonte, 2018. Disponível em: https://www.meioambiente.mg.gov.br/diretrizes-arborizacao. Acesso em: 23 fev. 2026.
NOWAK, David J.; DWYER, John F. Understanding the benefits and costs of urban forest ecosystems. Urban and Community Forestry in the Northeast, p. 25–46, 2007. DOI: https://doi.org/10.1007/978-1-4020-4289-8_2
NUCCI, João Carlos. Qualidade ambiental e adensamento urbano. São Paulo: Humanitas, 1996.
OKE, Tim R. The micrometeorology of the urban forest. Philosophical Transactions of the Royal Society, v. 324, p. 335–349, 1989. DOI: https://doi.org/10.1098/rstb.1989.0051
ONU – ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. New Urban Agenda. Quito, 2016. Disponível em: https://www.un.org/en/sustainable-development-goals. Acesso em: 23 fev. 2026.
OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Urban green spaces and health. Copenhagen,2017. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241512016. Acesso em: 23 fev. 2026.
PRADANA, D. Urban trees as bird habitat. Urban Ecosystems, v. 21, p. 455–468, 2018.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL FABRICIANO. Plano Diretor Municipal. Lei nº 3.759/2012. Coronel Fabriciano, 2012. Disponível em: https://www.fabriciano.mg.gov.br/planodiretor. Acesso em: 23 fev. 2026.
PREFEITURA MUNICIPAL DE CORONEL FABRICIANO. Programa Adote uma Praça. Coronel Fabriciano, 2021. Disponível em: https://www.fabriciano.mg.gov.br/adoteumapraca. Acesso em: 23 fev. 2026.
ROLIM, Guilherme; CHAVES, Ana Paula. Biodiversidade urbana e serviços ecossistêmicos. Revista Brasileira de Ecologia Urbana, v. 12, n. 1, p. 33–48, 2018.
SANTAMOUR, Frank. Trees for urban planting. Journal of Arboriculture, v. 28, n. 4, p. 211–218, 2002.
SANTANA, Lucas; SANTOS, Márcia. Impactos de raízes agressivas na infraestrutura urbana. Revista Engenharia Urbana, v. 9, n. 1, p. 55–68, 2020.
SAPSA NGTHONG, P. Transit-oriented development and public spaces. Journal of Urban Design, v. 30, n. 1, p. 1–18, 2025.
SCHILLÉ, Laura. Urban tree diversity and insectivorous birds. Ecological Applications, v. 35, n. 2, p. 1–12, 2025.
SILVA, Amanda; TOLEDO, Maria. Espaços públicos urbanos e bem-estar social. Revista Brasileira de Estudos Urbanos, v. 23, n. 2, p. 101–118, 2021.
SILVA, R.; PAIVA, J. Arborização urbana ornamental. Revista Árvore, v. 41, n. 3, p. 1–10, 2017.
SPIRN, Anne Whiston. O jardim de granito. São Paulo: Edusp, 1995.
STARR, Forest et al. Ficus benjamina. Hawai’i: USDA Forest Service, 2019. Disponível em: https://www.fs.usda.gov/ficus. Acesso em: 23 fev. 2026.
TZOULAS, Konstantinos et al. Promoting ecosystem and human health in urban areas. Landscape and Urban Planning, v. 81, p. 167–178, 2007. DOI: https://doi.org/10.1016/j.landurbplan.2007.02.001
WHYATT, J. D.; STANNERS, D. Urban green spaces and human well-being. Urban Forestry & Urban Greening, v. 7, p. 83–95, 2008.