EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE E SEUS DESAFIOS NOS PROCESSOS FORMATIVOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev7n12-304Palavras-chave:
Educação, Educação Permanente em Saúde, Sistema Único de Saúde, Serviços de SaúdeResumo
A Educação Permanente em Saúde (EPS) propõe que a transformação das práticas profissionais deve estar baseada no diálogo e na reflexão crítica sobre as práticas reais de profissionais em ação na rede de serviços. Propõe-se, portanto, que os processos dos trabalhadores da Saúde sejam norteados a partir da problematização do seu processo de trabalho, com vistas a incentivar principalmente a promoção e a prevenção através de intervenções educativas, tomando como referência as necessidades de saúde das pessoas e das populações por meio do conhecimento do contexto no qual o usuário está inserido, da gestão setorial e do controle social em saúde. Tendo como objetivo analisar os desafios da EPS no Sistema Único de Saúde. Este estudo trata-se de uma revisão integrativa de caráter exploratório e descritivo, realizado por meio de Teses e Dissertações publicados referentes à Educação Permanente em Saúde no período de 2021 a 2025. Observou-se que, apesar da existência da EPS terem sido estruturadas, a descentralização da EPS poucoavançou, evidenciando pontos dificultadores, como: a baixa execução de ações pelo SUS, a descontinuidade dos processos formativos, ações educativas desvinculadas da PNEPS e pouca transparência no direcionamento do financiamento das ações de EPS. Sendo assim, a educação permanente em saúde está voltada para formação e desenvolvimento dos trabalhadores de saúde, propondo a gestão colegiada em que as decisões sejam tomadas por consenso baseadas na realidade.
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