IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA EVOLUÇÃO DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A SAÚDE PÚBLICA

Autores

  • Geovana Guimarães da Silva Autor
  • Emanuela Almeida Sobral Autor
  • Maria Eridan de Lima Barreto Autor
  • Aline Maria de Castro Reis Alves Autor
  • Maria de Lourdes de Freitas Sousa Autor
  • José Freitas Ferreira Autor
  • Janaina Ferreira De Sousa Autor
  • José Naziel Neves Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.064-027

Palavras-chave:

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Poluição Atmosférica, Mudanças Climáticas, Saúde Pública, Exacerbações Respiratórias

Resumo

As mudanças climáticas e a poluição atmosférica constituem fatores ambientais cada vez mais relevantes na progressão da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), uma das principais causas de morbimortalidade em todo o mundo. A exposição contínua a poluentes, como material particulado fino (PM2.5), óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre, bem como a eventos climáticos extremos, como ondas de calor e queimadas, agrava os sintomas respiratórios, aumenta a frequência de exacerbações e compromete a qualidade de vida dos pacientes. Além do impacto direto sobre a função pulmonar, esses fatores ambientais também influenciam respostas inflamatórias sistêmicas, favorecendo a ocorrência de comorbidades cardiovasculares e metabólicas. A literatura científica demonstra que períodos de maior poluição do ar estão associados ao aumento de internações hospitalares por DPOC, especialmente em populações vulneráveis, como idosos, pessoas com baixo nível socioeconômico e residentes de áreas urbanas densamente povoadas. Do mesmo modo, as alterações climáticas intensificam a ocorrência de eventos extremos que ampliam a exposição a poluentes ambientais, elevando o risco de crises respiratórias. Nesse contexto, torna-se fundamental discutir estratégias de mitigação e adaptação, como a implementação de políticas públicas voltadas para a redução das emissões de poluentes, a criação de sistemas de alerta para populações de risco e o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde para detecção precoce de descompensações. A incorporação de tecnologias de monitoramento ambiental e o incentivo à educação em saúde também se destacam como ferramentas essenciais para reduzir o impacto desses fatores na evolução da DPOC. Conclui-se que o enfrentamento da DPOC não pode se restringir apenas ao tratamento farmacológico e clínico, devendo incluir medidas integradas de saúde ambiental, social e coletiva. Assim, compreender a relação entre clima, poluição e DPOC é passo indispensável para o desenvolvimento de ações de saúde pública mais eficazes e sustentáveis, capazes de reduzir a carga da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

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Publicado

2025-09-15

Como Citar

da Silva, G. G., Sobral, E. A., Barreto, M. E. de L., Alves, A. M. de C. R., Sousa, M. de L. de F., Ferreira, J. F., De Sousa, J. F., & Neves, J. N. (2025). IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS E DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA NA EVOLUÇÃO DA DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA: DESAFIOS E PERSPECTIVAS PARA A SAÚDE PÚBLICA. Editora Impacto Científico, 390-398. https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.064-027