EFICÁCIA DO BENZONIDAZOL NA SOBREVIDA DE PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS PELA REATIVAÇÃO DA DOENÇA DE CHAGAS

Autores

  • Yasmin de Castro Vieira Autor
  • Ana Flávia Nascimento dos Santos Autor
  • Lorena Quinques Brandão Autor
  • Geovanna Oliveira Silva Autor
  • Lara Mamede Almeida Autor
  • Geovana Pina Vilela Autor
  • Juliana de Fátima Ferreira dos Santos Autor
  • Tony de Paiva Paulino Autor
  • Wellington Francisco Rodrigues Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.064-011

Palavras-chave:

Doença de Chagas (DC), Trypanosoma cruzi, Imunossuprimidos., Reativação, Benzonidazol

Resumo

A doença Chagas (DC) possui uma maior prevalência em países que estão localizados em regiões tropicais e úmidas. A doença ainda segue como um problema de saúde pública em diversas regiões do mundo, principalmente em áreas endêmicas como observado em vários países sul-americanos. O tratamento medicamentoso na fase aguda da doença é eficiente, mas possui limitações relacionados à tolerância, o que agrava em pacientes imunossuprimidos. Assim a presente abordagem objetivou avaliar a relação para a intervenção com benzonidazol para pacientes imunossuprimidos e o prognóstico para a sobrevida. Para alcançar o objetivo proposto, um estudo secundário, por meio de uma revisão sistematizada da literatura, foi conduzido. As bases de dados Medline/pubmed e Scielo foram consultadas sem restrição de data ou idioma. Entre as variáveis avaliadas, foram incluídos o quadro clínico para diferentes tipos de imunossupressão, o padrão na reativação da DC nos pacientes imunossuprimidos e as suas relações com o uso para outras formas de intervenção como o cetoconazol, benzonidazol e nifurtimox. Poucos estudos foram elegíveis para a retratação entre as relações da DC na imunossupressão e intervenção medicamentosa com o benzonidazol, mas foi possível levantar quatro relatos de caso e duas revisões. Os dados avaliados demonstram que a intervenção pode ser variável de acordo com a sintomatologia e/ou o quadro clínico dos pacientes. Em relação a eficácia do benzonidazol, indicado como profilaxia primária, de quatro casos clínicos relatados, dois evoluíram para o óbito (50%). Certamente outros fatores foram atrelados ao desfecho dos pacientes, como a idade, o momento para o diagnóstico precoce ou tardio, a gravidade do quadro clínico e o uso da profilaxia primária e secundária. Contudo a presente abordagem permitiu gerar um indicador consistente para a necessidade de novas abordagens que interpretem a pluralidade sintomatológica e clínica da DC em pacientes imunossuprimidos e que possam surgir novos protocolos mais assertivos à intervenção da doença. 

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Publicado

2025-08-22

Como Citar

Vieira, Y. de C., dos Santos, A. F. N., Brandão, L. Q., Silva, G. O., Almeida, L. M., Vilela, G. P., dos Santos, J. de F. F., Paulino, T. de P., & Rodrigues, W. F. (2025). EFICÁCIA DO BENZONIDAZOL NA SOBREVIDA DE PACIENTES IMUNOSSUPRIMIDOS PELA REATIVAÇÃO DA DOENÇA DE CHAGAS. Editora Impacto Científico, 160-173. https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.064-011