INOVAÇÃO FRUGAL NA PRÁTICA DOCENTE DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS: INCLUSÃO DE ADULTOS AUTISTAS EM CONTEXTOS DE ESCASSEZ
Palavras-chave:
Educação de Jovens e Adultos, Autismo, Educação Inclusiva, Inovação Frugal, Prática DocenteResumo
Este artigo analisa a emergência da Inovação Frugal na prática docente da Educação de Jovens e Adultos (EJA) como estratégia pedagógica para a inclusão de adultos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em contextos marcados pela escassez de recursos. Trata-se de um estudo qualitativo de natureza teórico-analítica, fundamentado em revisão narrativa crítica da literatura nacional e internacional sobre EJA, educação inclusiva, Inovação Frugal e tecnologias educacionais simples. Os resultados evidenciam que, diante da precariedade estrutural, da fragilidade das políticas públicas e da insuficiência de formação docente específica, professores da EJA desenvolvem práticas pedagógicas criativas baseadas no uso de tecnologias acessíveis e de baixo custo, configurando processos legítimos de Inovação Frugal. Tais práticas ampliam a participação, a autonomia e o engajamento de adultos autistas, ao mesmo tempo em que tensionam currículos normativos e denunciam a naturalização da precariedade educacional. Conclui-se que a Inovação Frugal, longe de substituir políticas públicas, constitui uma forma de resistência curricular eticamente comprometida com a justiça social, a neurodiversidade e o direito à educação ao longo da vida.