INFECÇÕES PARASITÁRIAS EM GESTANTES: LACUNAS E AVANÇOS DAS POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE MATERNO-INFANTIL
Palavras-chave:
Infecções Parasitárias, Gestantes, Políticas Públicas de Saúde, Saúde Materno-infantil, PrevençãoResumo
As infecções parasitárias em gestantes representam um importante desafio para a saúde materno-infantil, principalmente em regiões com desigualdades socioeconômicas e acesso limitado aos serviços de saúde. Este estudo teve como objetivo analisar lacunas e avanços das políticas públicas voltadas à prevenção e controle dessas infecções, considerando os impactos maternos e neonatais. A metodologia utilizada consistiu em revisão integrativa da literatura, com análise de dados epidemiológicos, políticas públicas e estudos sobre desfechos maternos e neonatais. Os resultados evidenciam que, embora haja programas de vigilância e ações educativas, persistem lacunas na cobertura e execução, especialmente em regiões mais vulneráveis. Observou-se que fatores biológicos, sociais e estruturais contribuem para a maior vulnerabilidade materna e para desfechos adversos, como anemia, aborto espontâneo, malformações congênitas e baixo peso ao nascer. A discussão destaca a importância da integração entre atenção primária, triagem laboratorial, educação em saúde e políticas públicas eficazes, visando à redução da morbimortalidade materno-infantil. Conclui-se que estratégias multidimensionais, adaptadas à realidade local, são essenciais para promover cuidado integral, prevenção e proteção das gestantes e seus neonatos.