CÉLULAS NK UTERINAS E PERIFÉRICAS NO ABORTO EXPONTÂNEO RECORRENTE: REVISÃO SISTEMÁTICA QUALITATIVA DE MECANISMOS BIOMARCADORES (KIR/HLA-C) E TERAPIAS IMUNOMODULADORAS (2010-2025)

Autores

  • Celso Taques Saldanha Autor
  • Rafael Pimentel Saldanha Autor
  • Alberto Stoessel Sadalla Peres Autor
  • Ester Eliane Rangel de Moraes Pereira Autor
  • Maria Eduarda Romero Siqueira Campos Autor
  • Maria Eduarda Carricondo Leite de Almeida Pereira Autor
  • Letícia da Silva Janeiro Norberto Tavares Autor
  • Luma Brandão Cantuária Autor
  • Katharine Bianchini Matos Autor
  • Maria Eduarda Benevides dos Anjos Autor
  • Luiza Caetano Machado Oliveira Braz Autor
  • Maria Eduarda Forechi Crispim Autor
  • Thamyres de Sousa Rodrigues da Cunha Autor
  • Júlia Oliveira de Melo Autor

Palavras-chave:

Aborto Recorrente, Células NK, KIR, HLA-C, Imunoterapia

Resumo

Objetivo: Sintetizar criticamente a evidência (2010–2025) sobre o papel das células Natural Killer (NK) uterinas (uNK) e periféricas (pNK) no aborto espontâneo recorrente (AER), abordando biologia das uNK, interações genéticas KIR/HLA-C, desempenho clínico dos testes de NK e efeitos de terapias imunomoduladoras (imunoglobulina intravenosa, corticoides e emulsão lipídica). Métodos: Revisão sistemática conduzida conforme o PRISMA-2020, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, Embase, Web of Science e Scopus (01/2010–10/2025). Incluíram-se estudos humanos observacionais, ensaios clínicos e revisões sistemáticas que avaliaram uNK/pNK, KIR/HLA-C, desfechos reprodutivos (nascidos vivos, recorrência de perdas, pré-eclâmpsia) ou terapias direcionadas à via NK. O risco de viés foi avaliado por RoB-2 e Newcastle–Ottawa, com síntese qualitativa narrativa. Resultados: As evidências indicam que as uNK exercem função essencial na remodelação das artérias espiraladas e na tolerância materno-fetal. Associações genéticas KIR/HLA-C — especialmente o genótipo materno KIR AA combinado ao alelo fetal HLA-C2 — foram relatadas em múltiplas coortes, embora com heterogeneidade. Testes clínicos de NK (quantificação ou atividade) ainda carecem de padronização e não têm valor diagnóstico estabelecido segundo as diretrizes ESHRE 2022/2023. Intervenções imunomoduladoras, como a imunoglobulina intravenosa, demonstraram benefício em subgrupos (redução da citotoxicidade NK e maior taxa de nascidos vivos), mas a evidência permanece limitada e requer ensaios clínicos robustos; estudos com prednisolona estão em andamento. Conclusões: As células NK uterinas e periféricas são componentes centrais da imunologia reprodutiva. A via KIR/HLA-C pode modular o risco em subgrupos, mas há necessidade de padronização metodológica e fenotípica. Testes de NK não são recomendados rotineiramente em AER, e as terapias imunomoduladoras permanecem experimentais fora de protocolos específicos. São urgentes estudos multicêntricos randomizados para definição de biomarcadores e validação terapêutica. 

DOI: https://doi.org/10.56238/edimpacto2025.060-027

Publicado

2025-11-27

Edição

Seção

Articles

Como Citar

Saldanha, C. T., Saldanha, R. P., Peres, A. S. S., Pereira, E. E. R. de M., Campos, M. E. R. S., Pereira, M. E. C. L. de A., Tavares, L. da S. J. N., Cantuária, L. B., Matos, K. B., dos Anjos, M. E. B., Braz, L. C. M. O., Crispim, M. E. F., da Cunha, T. de S. R., & de Melo, J. O. (2025). CÉLULAS NK UTERINAS E PERIFÉRICAS NO ABORTO EXPONTÂNEO RECORRENTE: REVISÃO SISTEMÁTICA QUALITATIVA DE MECANISMOS BIOMARCADORES (KIR/HLA-C) E TERAPIAS IMUNOMODULADORAS (2010-2025) . Editora Impacto Científico, 407-430. https://periodicos.newsciencepubl.com/editoraimpacto/article/view/10453