USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS E EDUCACIONAIS NO ENFRENTAMENTO DA LGBTFOBIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Palavras-chave:
LGBTfobia, Tecnologias Educacionais, Diversidade SexualResumo
A presente investigação tem como finalidade realizar uma revisão sistemática da literatura acerca do emprego de tecnologias educacionais e digitais no enfrentamento à LGBTfobia no espaço escolar. Considerando a recorrência de episódios de discriminação e violência contra pessoas LGBTQIAPN+ nas instituições de ensino e nas plataformas digitais, torna-se essencial compreender de que maneira os recursos tecnológicos podem contribuir para práticas pedagógicas mais inclusivas. A metodologia utilizada seguiu os princípios do estado do conhecimento, conforme delineado por Morosini e Fernandes (2014), e fundamentou-se nos pressupostos da pesquisa bibliográfica apresentados por Gil (2007). O mapeamento foi conduzido a partir dos descritores “tecnologias educacionais e digitais” e “combate à LGBTfobia”, abrangendo o período de 2020 a 2024, com buscas realizadas no Catálogo de Teses e Dissertações da CAPES e no Google Acadêmico. Os resultados evidenciaram uma expressiva ausência de produções científicas sobre o tema, uma vez que não foram identificados, no banco de dados da CAPES, trabalhos de mestrado ou doutorado acadêmicos ou profissionais que tratassem diretamente da temática no intervalo temporal analisado. Localizou-se apenas um artigo alinhado ao escopo desta pesquisa, o qual discute o uso de tecnologias digitais em uma ação educativa voltada ao enfrentamento da violência contra a população LGBTQIA+. Diante desse cenário, o estudo passou a examinar as potencialidades das tecnologias digitais como instrumentos pedagógicos no combate à LGBTfobia, destacando sua contribuição para o fortalecimento de redes de apoio, para a ampliação da visibilidade de identidades dissidentes e para a promoção dos direitos humanos no contexto escolar. Também foram identificados desafios relevantes, tais como a carência de políticas públicas que promovam o uso pedagógico das tecnologias com enfoque na diversidade sexual e de gênero, a necessidade de formação docente crítica e emancipatória e a influência de discursos conservadores que dificultam o avanço de pautas inclusivas. Conclui-se que, embora a produção científica nacional ainda seja limitada, o uso de tecnologias educacionais e digitais apresenta-se como um caminho promissor para o enfrentamento à LGBTfobia nas escolas. Salienta-se, por fim, a importância do incentivo a novas pesquisas, à elaboração de políticas institucionais e ao desenvolvimento de ações formativas que articulem educação, diversidade e tecnologia, com vistas a consolidar a escola como um ambiente democrático, seguro e acolhedor para todas as identidades.