BIOMASSA RESIDUAL DE FLORESTA MANEJADA NO ESTADO DO PARÁ PARA FABRIL DE INSTRUMENTOS MUSICAIS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n6-082Palavras-chave:
Biomassa Residual, Floresta Manejada, Instrumentos MusicaisResumo
A exploração sustentável das florestas é um desafio para o desenvolvimento econômico e social do Brasil, especialmente na região amazônica, onde há uma grande diversidade de espécies florestais. Uma das formas de aproveitar os recursos naturais minimizando os danos ao meio ambiente é o uso da madeira residual, que é o material que sobra após as atividades de manejo e exploração florestal. A madeira residual pode ter diversos usos, como fonte de energia, matéria-prima para a indústria ou para a arte. Neste último caso, destaca-se a luteria, que é a técnica de fabricar e consertar instrumentos musicais de madeira. O objetivo deste estudo foi de produzir cinco instrumentos musicais populares no Brasil, nas categorias de cordas e percussão, usando madeira residual proveniente de galhada de copa da árvore extraída da floresta em plano de manejo. Os instrumentos definidos para o presente trabalho, foram: cavaquinho, violão vazado, contrabaixo, congas tumbadoras e cajón. Para isso, foram utilizadas madeiras de espécies que se assemelhassem às que já são tradicionalmente usadas na luteria. A hipótese foi que a madeira residual possa ser aproveitada para a produção de instrumentos musicais de qualidade, com um custo menor e valorando material que costumeiramente é abandonado, além de promover um impacto ambiental positivo. Destarte, espera-se que essa iniciativa contribua para a valorização da cultura musical brasileira e para geração de renda para as comunidades locais. A metodologia consistiu em construir os instrumentos com padrão e acabamento para comparar com os produzidos com madeira tradicionalmente utilizada. Os resultados obtidos demonstraram a viabilidade técnica de construção dos instrumentos musicais com espécies selecionadas, indicando uma linha positiva no aspecto econômico para luteria, utilizando madeira residual de exploração florestal, desta forma, concluindo-se que as madeiras residuais de exploração florestal podem ser aproveitadas com maior valor agregado, contribuindo com mais uma opção de geração de renda e propiciando a sustentabilidade de recursos florestais.
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