ABORDAGEM TERAPÊUTICA E MANEJO DE EMERGÊNCIA NO TRATAMENTO DA PANCREATITE EM FELINOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n6-046Palavras-chave:
Pancreatite Felina, Tríade Felina, Suporte Nutricional, Insuficiência Pancreática Exócrina (EPI), CobalaminaResumo
A pancreatite felina é uma afecção inflamatória frequente e de apresentação clínica variável, podendo manifestar-se de forma aguda ou crônica e frequentemente associar-se a comorbidades como colangite e doença inflamatória intestinal, configurando a tríade felina. O diagnóstico permanece desafiador devido à inespecificidade dos sinais clínicos e à ausência de um método diagnóstico único definitivo no período antemortem. O presente estudo teve como objetivo revisar as principais abordagens terapêuticas e estratégias de manejo emergencial empregadas no tratamento da pancreatite em felinos. Foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa a partir de artigos científicos indexados na base PubMed, selecionando estudos relevantes relacionados ao diagnóstico, suporte intensivo, terapia nutricional e intervenções farmacológicas na pancreatite felina. A literatura demonstra que o manejo contemporâneo prioriza estabilização hemodinâmica, analgesia, controle de náuseas e suporte nutricional enteral precoce, substituindo o antigo conceito de repouso pancreático. Além disso, terapias imunomoduladoras, como prednisolona e ciclosporina, têm demonstrado benefícios em casos de pancreatite crônica presumida. A insuficiência pancreática exócrina e a deficiência de cobalamina destacam-se entre as principais sequelas crônicas da doença, exigindo acompanhamento contínuo e terapia de suporte prolongada. Conclui-se que o manejo da pancreatite felina requer abordagem multimodal e individualizada, baseada na gravidade clínica, presença de comorbidades e monitoramento constante, visando melhor prognóstico e qualidade de vida aos pacientes.
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