INTERVENÇÕES FARMACOLÓGICAS E PSICOTERAPÊUTICAS NO TRATAMENTO DA DEPRESSÃO PÓS-PARTO
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-127Palavras-chave:
Depressão Pós-Parto, Saúde Mental Materna, Psicoterapia, Antidepressivos, TerapêuticaResumo
A depressão pós-parto (DPP) é um problema de saúde pública frequente e potencialmente grave, capaz de comprometer a saúde física e mental da mãe e do bebê, sendo frequentemente subdiagnosticada e inadequadamente tratada. Este estudo teve como objetivo revisar as evidências científicas atuais sobre intervenções farmacológicas e psicoterapêuticas utilizadas no tratamento da DPP. Realizou-se uma revisão bibliográfica narrativa na base de dados PubMed, utilizando os descritores “Depression”, “Postpartum” e “Therapeutics”, incluindo artigos publicados nos últimos cinco anos, nos idiomas português e inglês. Os estudos analisados destacaram a importância do diagnóstico precoce e do tratamento individualizado. Entre as abordagens farmacológicas, os neuroesteroides demonstraram rápida ação na remissão dos sintomas, enquanto a psilocibina assistida por psicoterapia apresentou potencial terapêutico em casos resistentes, embora ainda existam limitações quanto às evidências de longo prazo. Entre as intervenções não farmacológicas, observou-se efetividade das plataformas digitais de suporte psicoterapêutico, especialmente por meio de aplicativos e programas online. Conclui-se que a DPP exige abordagem multidisciplinar e identificação precoce, sendo as novas estratégias terapêuticas promissoras, apesar da necessidade de estudos adicionais para consolidação de sua aplicabilidade clínica.
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