TALAS OCLUSAIS: PRINCIPAIS TIPOS E SUAS INDICAÇÕES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-041Palavras-chave:
Placas Oclusais, Disfunção Temporomandibular, Bruxismo, Estabilização OclusalResumo
As placas oclusais são dispositivos intrabucais removíveis com função terapêutica, amplamente utilizados na Odontologia como coadjuvantes para diagnóstico e tratamento de disfunções temporomandibulares (DTM), bruxismo e estabilização oclusal. A escolha adequada do dispositivo contribui para a efetividade terapêutica, conforto e proteção das estruturas orofaciais. O presente estudo teve como objetivo identificar os principais tipos de placas oclusais e suas respectivas indicações clínicas. Realizou-se uma revisão integrativa da literatura fundamentada nas bases de dados Google Acadêmico e SciELO, com recorte temporal entre 2016 e 2025. Foram identificadas sete modalidades de placas: Estabilizadora (Michigan), Reposicionadora Anterior, de Mordida Anterior, de Mordida Posterior, de Distração (Pivotante), Hidrostática e de Nóbilo (Gelb). A Placa de Michigan consolidou-se como o padrão-ouro para desordens miofasciais e bruxismo devido à sua segurança biológica. Em contrapartida, as placas de cobertura parcial e reposicionadoras apresentaram eficácia em quadros agudos, porém com riscos elevados de alterações oclusais permanentes, como extrusão dentária, se utilizadas por tempo prolongado. Conclui-se que o sucesso do tratamento depende da correta indicação de cada dispositivo, sendo a abordagem conservadora e multidisciplinar essencial para garantir a integridade funcional do sistema estomatognático.
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