FISIOPATOLOGIA DA HIPERPROLACTINEMIA: O PAPEL DA DESINIBIÇÃO DOPAMINÉRGICA E HIPERSECREÇÃO HIPOFISÁRIA

Autores

  • Vitor de Castro Silva Autor
  • Pedro Paulo Nunes Costa Autor
  • Paula Guimarães Oliveira Autor
  • Ana Luiza Modesto Bezerra de Souza Autor
  • Vanessa Marcolina Autor
  • Nilson Hitoshi Yoshimoto Autor
  • Ana Clara da Costa Souza Autor
  • Felipe Lessa dos Reis Autor
  • Vanessa Oliveira dos Reis Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n3-057

Palavras-chave:

Hiperprolactinemia, Prolactina, Dopamina, Neoplasias da Hipófise, Agonistas da Dopamina

Resumo

A hiperprolactinemia (HPRL) é uma das alterações endócrinas mais recorrentes na prática  clínica e pode causar interferência em processos reprodutivos, metabólicos e de constituição óssea. Falando do hormônio que gera esse quadro, a prolactina, sabe-se que sua secreção é regulado predominantemente por controle inibitório dopaminérgico por ação do hipotálamo sobre os lactotrófos da hipófise anterior, ou seja, quando há alguma alteração nesse mecanismo, isso pode levar a uma elevação dos níveis hormonais. Nesse contexto, dois mecanismos fisiopatológicos se destacam: a hipersecreção autônoma de prolactina, encontrada principalmente nos prolactinomas e a desinibição dopaminérgica, comumente associada ao uso de fármacos antagonistas dos receptores D2. O presente estudo teve como objetivo revisar os principais mecanismos fisiopatológicos envolvidos na hiperprolactinemia, com ênfase na desinibição dopaminérgica e na hipersecreção hipofisária. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura realizada na base de dados Pubmed, utilizando como descritores “Hyperprolactinemia”, “Diagnosis” e “Treatment”, combinados por operadores booleanos. Foram incluídos estudos publicados nos últimos cinco anos, em português ou inglês, disponíveis na íntegra e relacionados à fisiopatologia, diagnóstico e manejo clínico da HPRL. Os estudos analisados desmontaram que a hiperprolactinemia induzida por fármacos especialmente antipsicóticos antagonistas de receptores D2, representa uma das causas mais prevalentes da condição. Além disso, prolactinomas constituem a principal causa tumoral, caracterizando-se pela secreção autônoma de prolactina. Assim, o tratamento baseia-se principalmente no uso de agonistas dopaminérgicos, como cabergolina e quinagolida, que apresentam uma grande eficácia na regularização hormonal e redução tumoral. Conclui-se, assim, que compreender os mecanismos fisiopatológicos da hiperprolactinemia é essencial para o diagnóstico adequado e para a definição de estratégias terapêuticas mais eficazes no manejo da hiperprolactinemia.

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Referências

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Publicado

2026-03-13

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

SILVA, Vitor de Castro; COSTA, Pedro Paulo Nunes; OLIVEIRA, Paula Guimarães; DE SOUZA, Ana Luiza Modesto Bezerra; MARCOLINA, Vanessa; YOSHIMOTO, Nilson Hitoshi; SOUZA, Ana Clara da Costa; DOS REIS, Felipe Lessa; DOS REIS, Vanessa Oliveira. FISIOPATOLOGIA DA HIPERPROLACTINEMIA: O PAPEL DA DESINIBIÇÃO DOPAMINÉRGICA E HIPERSECREÇÃO HIPOFISÁRIA. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 3, p. e12506 , 2026. DOI: 10.56238/arev8n3-057. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12506. Acesso em: 14 mar. 2026.