ANALISE TOMOGRÁFICA DAS TERMINAÇÕES APICAIS DOS CONDUTOS MV1 e MV2 EM MOLARES SUPERIORES

Autores

  • Milena Matos Borges Autor
  • Giulio César Moreira Manzi Autor
  • Michel Sena Fernandes Faria Lima Autor
  • Izabella Lucas de Abreu Lima Autor
  • Diogo de Azevedo Miranda Autor
  • Flávio Ricardo Manzi Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n1-134

Palavras-chave:

Tomografia Computadorizada de Feixe Cônico, Raiz Dentária, Diagnóstico por Imagem

Resumo

Este trabalho técnico teve como objetivo demonstrar, por meio de imagens de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC), os dois principais padrões de terminação apical dos condutos mésio-vestibulares (MV1 e MV2) em molares superiores, correlacionando os achados tomográficos com um esquema anatômico ilustrativo. Foram analisados qualitativamente dois exames de tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) de molares superiores com lesão periapical de origem pulpar promovendo comunicação buco-sinusal, selecionados de acordo com o padrão de terminação apical dos condutos mésio-vestibulares. Os casos foram classificados em duas configurações distintas: confluência apical entre os condutos MV1 e MV2, resultando em um único forame apical; e terminação apical independente, com forames apicais distintos. A avaliação das imagens foi realizada nos planos axial, transversal e vestibulopalatino, permitindo o acompanhamento do trajeto dos condutos do terço cervical ao terço apical da raiz mésio-vestibular. A análise concentrou-se na caracterização morfológica dos condutos e no padrão de relacionamento apical entre MV1 e MV2, com posterior correlação a um esquema anatômico ilustrativo. A análise tomográfica evidenciou dois padrões distintos de terminação apical. No Caso 1, os condutos MV1 e MV2 apresentaram convergência progressiva no terço apical, culminando na formação de um único forame apical. Em contraste, o Caso 2 demonstrou dois condutos com trajetos completamente independentes ao longo de toda a extensão radicular, resultando em forames apicais separados. Em ambos os casos, observaram-se alterações periapicais associadas à raiz mesial. Os achados demonstraram a variabilidade anatômica da raiz mésio-vestibular dos molares superiores. A tomografia computadorizada de feixe cônico mostrou-se uma ferramenta complementar relevante para a identificação dos padrões de terminação apical, contribuindo para um diagnóstico mais preciso e para o planejamento mais previsível e eficaz do tratamento endodôntico em dentes com anatomia complexa.

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Publicado

2026-01-26

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

BORGES, Milena Matos; MANZI, Giulio César Moreira; LIMA, Michel Sena Fernandes Faria; LIMA, Izabella Lucas de Abreu; MIRANDA, Diogo de Azevedo; MANZI, Flávio Ricardo. ANALISE TOMOGRÁFICA DAS TERMINAÇÕES APICAIS DOS CONDUTOS MV1 e MV2 EM MOLARES SUPERIORES. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 1, p. e11921, 2026. DOI: 10.56238/arev8n1-134. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/11921. Acesso em: 27 jan. 2026.