MODELAGEM DA DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA EM UM REMANESCENTE DE CERRADO NA REGIÃO TOCANTINA DO MARANHÃO

Autores

  • Vanêssa do Nascimento Lima Autor
  • Jaqueline Macedo Gomes Autor
  • Guilherme Medeiros Martins Autor
  • Izabela Rabelo da Silva Vieira Autor
  • Jennyfer Samara Alves da Silva Autor
  • Natália Matos da Silva Autor
  • Dalton Henrique Angelo Autor
  • Nisângela Severino Lopes Costa Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n1-086

Palavras-chave:

Funções de Densidade de Probabilidade, Estrutura Florestal, Manejo Sustentável

Resumo

O Cerrado constitui um dos biomas mais extensos e ecologicamente relevantes do Brasil e, considerando as intensas pressões antrópicas que incidem sobre esse bioma, especialmente na região do MATOPIBA, torna-se fundamental compreender a estrutura dos remanescentes florestais como subsídio à conservação e ao manejo sustentável. O Cerrado Maranhense é ecotonal, em transição com Amazônia e Caatinga, com complexidade florística e estrutural, com lacuna a ser elucidada em estudos relacionados a estrutura diamétrica. Nesse contexto, o presente estudo tem por objetivo caracterizar a estrutura diamétrica da vegetação arbórea de um remanescente de Cerrado localizado no município de Lajeado Novo, na Região Tocantina do Maranhão. A pesquisa foi realizada por meio da distribuição dos indivíduos em classes de diâmetro e do ajuste de modelos estatísticos. Para tanto, procede-se à análise de dados provenientes de três parcelas permanentes, considerando indivíduos arbóreos com DAP ≥ 5 cm, organizados em classes diamétricas definidas pelo critério de Sturges. Foram ajustadas funções de densidade de probabilidade dos modelos de Meyer, Weibull de três parâmetros, Beta, Gama e SB de Johnson, com validação pelo teste de Kolmogorov–Smirnov e seleção baseada no erro padrão da estimativa ajustado (Syx%) e no desvio médio percentual (DMP%). Desse modo, observa-se que a distribuição diamétrica apresentou padrão do tipo J-invertido, típico de formações inequiâneas do Cerrado, com melhor desempenho estatístico do modelo SB de Johnson. O que permite concluir que esse modelo é o mais adequado para representar a estrutura diamétrica da área estudada, constituindo ferramenta eficiente para o planejamento do manejo florestal sustentável e para ações de conservação da vegetação nativa.

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Publicado

2026-01-12

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

LIMA, Vanêssa do Nascimento; GOMES, Jaqueline Macedo; MARTINS, Guilherme Medeiros; VIEIRA, Izabela Rabelo da Silva; DA SILVA, Jennyfer Samara Alves; DA SILVA, Natália Matos; ANGELO, Dalton Henrique; COSTA, Nisângela Severino Lopes. MODELAGEM DA DISTRIBUIÇÃO DIAMÉTRICA EM UM REMANESCENTE DE CERRADO NA REGIÃO TOCANTINA DO MARANHÃO. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 1, p. e11788, 2026. DOI: 10.56238/arev8n1-086. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/11788. Acesso em: 18 jan. 2026.