IMPLANTES DENTALES EN EL SISTEMA PÚBLICO DE SALUD DE BRASIL: DISPARIDADES REGIONALES EN LA OFERTA DE IMPLANTES DENTALES OSTEOINTEGRADOS EN EL SISTEMA ÚNICO DE SALUD (2011–2025): UN ANÁLISIS DE EQUIDAD Y POLÍTICA SIMBÓLICA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-145Palabras clave:
Implantes Dentales, Equidad en Salud, Sistema Único de Salud, Desigualdades en la Atención Sanitaria, Disparidades en Atención de SaludResumen
Considerando que la universalización normativa de los implantes dentales en el Sistema Único de Salud (SUS) no necesariamente se traduce en un acceso equitativo en todo el territorio nacional, resulta pertinente analizar la distribución regional de estos procedimientos en Brasil. Este estudio tiene como objetivo analizar la distribución de la oferta de implantes dentales osteointegrados en el SUS entre 2011 y 2025, identificando desigualdades regionales y factores asociados a su ocurrencia. Para ello, se realizó un estudio ecológico de serie temporal, de carácter observacional y descriptivo, basado en el análisis de datos secundarios provenientes del Sistema de Información Ambulatoria del SUS (SIA/SUS), de la Encuesta Nacional de Salud Bucal (SB Brasil 2023) y de datos poblacionales del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística (IBGE). Los resultados muestran que, durante el período analizado, se registraron 192.116 implantes dentales en el SUS, con una marcada concentración regional. La región Sur concentró el 62,85% del total de los procedimientos, mientras que la región Norte realizó apenas el 0,88%, a pesar de presentar alta prevalencia de edentulismo. Además, nueve estados brasileños no registraron procedimientos de implantes en el período estudiado. Se observó una correlación positiva moderada entre el número de Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) y la producción de implantes (ρ = 0,563; p = 0,0022), aunque esta variable no explica completamente las desigualdades regionales. Se concluye que la oferta de implantes dentales en el SUS permanece marcada por importantes desigualdades territoriales, reflejando factores estructurales y decisiones políticas que influyen en la organización de los servicios especializados de salud bucal.
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