ACUERDOS ENTRE EL PRIMER COMANDO DE LA CAPITAL Y EL COMANDO ROJO Y EL MONOPOLIO ESTATAL DE LA VIOLENCIA: DESAFÍOS EN EL CONTEXTO BRASILEÑO
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-063Palabras clave:
Derecho Penal, Criminología, Control Social, Facciones Criminales, Sistema de Justicia PenalResumen
Esta investigación parte de la siguiente pregunta: ¿cómo los acuerdos entre el Primeiro Comando da Capital (PCC) y el Comando Vermelho (CV) desafían el monopolio estatal sobre la violencia legítima, y cuáles son las consecuencias de este movimiento? Esta pregunta pone de relieve una laguna en la literatura criminológica y sociopolítica brasileña, especialmente en lo que respecta al análisis crítico y actualizado de las acciones coordinadas entre facciones criminales y sus efectos sobre la autoridad estatal. El objetivo central del estudio es analizar cómo estos pactos entre organizaciones criminales desestabilizan los cimientos del monopolio estatal sobre la fuerza, identificar las consecuencias de esta cooperación y señalar los mecanismos legales que pueden abordar este problema. La metodología adoptada es de naturaleza hipotético-deductiva, basada en una revisión bibliográfica de autores nacionales e internacionales en teoría política, sociología del Estado y criminología, complementada con documentos institucionales, informes de inteligencia y artículos periodísticos, utilizados como ilustraciones empíricas del fenómeno. Los principales resultados indican que los acuerdos entre el PCC y el CV van más allá de la lógica criminal tradicional, alcanzando dimensiones simbólicas, financieras, institucionales y comunicacionales. Es evidente que las respuestas estatales son contraproducentes, profundizando una forma de poder (aparentemente paralela) que, de hecho, se genera por la propia selectividad del sistema de justicia penal y sus políticas de hiperencarcelamiento y prohibicionismo. La contribución de esta investigación radica en actualizar el debate sobre el colapso parcial de la autoridad estatal frente al crimen organizado y en demostrar la necesidad de políticas públicas coordinadas e intersectoriales, guiadas por diagnósticos complejos que superen la lógica represiva.
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Referencias
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