“NO NACÍ PARA SER MADRE”: EXPERIENCIA DE ARREPENTIMIENTO MATERNO EN MUJERES BRASILEÑAS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n3-024Palabras clave:
Maternidad, Arrepentimiento, Feminismos, Género, No maternidadResumen
El objetivo de este estudio fue investigar el fenómeno del arrepentimiento de la maternidad en mujeres brasileñas. Las participantes fueron reclutadas por el método conocido como ‘bola de nieve’ e invitadas a relatar sus experiencias a través de una entrevista semiestructurada, realizada en un único encuentro. Se realizaron 10 entrevistas con mujeres que declararon su arrepentimiento por la elección de la maternidad, siendo 5 mujeres negras y 5 blancas, con ingresos distintos y alta escolaridad. Los datos fueron analizados mediante la metodología del Análisis Temático (Braun & Clarke, 2006). Se encontraron tres categorías: (1) Guiones culturales: maternidad naturalizada e idealizada; (2) El precio: Renunciar a sí misma y (3) Sobrecarga y agotamiento. Fue común el relato del peso de la concentración de los cuidados en la figura materna, llevando a una (casi) imposibilidad de mantener proyectos personales y de cuidados mínimos consigo mismas. Todas las mujeres tuvieron problemas con los progenitores, relacionados con su falta de atención y cuidado hacia sus propios hijos. Los resultados sugieren además que persiste una gran idealización cultural de la maternidad, la cual se distancia bastante, en nuestra cultura, de la realidad exigida a las mujeres cuando se convierten en madres. Esta idealización, además de promover sufrimiento por expectativas que se frustran, no posibilita que la elección de la maternidad se dé de forma más consciente y ponderada.
Descargas
Referencias
AGÊNCIA GOV | EBC. Censo 2022: em 12 anos, proporção de mulheres responsáveis por domicílios avança e se equipara à de homens. Brasília, 25 out. 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202410/censo-2022-em-12-anos-proporcao-de-mulheres-responsaveis-por-domicilios-avanca-e-se-equipara-a-de-homens. Acesso em: 12 jan. 2026.
ASTBURY, L. et al. Bi-directional associations between maternal and infant sleep, and maternal mental health from late pregnancy to 2 years postpartum. Scientific Reports, London, v. 15, n. 24076, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1038/s41598-025-09541-7. Acesso em: 13 dez. 2025 DOI: https://doi.org/10.1038/s41598-025-09541-7
AUGUSTIJN, L. Mothers’ Economic Well-Being in Sole and Joint Physical Custody Families. Journal of Family and Economic Issues, New York, v. 44, p. 53–64, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.1007/s10834-022-09818-3. Acesso em: 19 dez. 2025 DOI: https://doi.org/10.1007/s10834-022-09818-3
AZEVEDO, K. R.; ARRAIS, A. da R. O mito da mãe exclusiva e seu impacto na depressão pós-parto. Psicologia Reflexão e Crítica, v. 19, n. 2, p. 269–276. 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-79722006000200013. Acesso em: 05 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-79722006000200013
BADINTER, E. Um amor conquistado: o mito do amor materno. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
BARBOSA, P. Z.; ROCHA-COUTINHO, M. L. Maternidade: novas possibilidades, antigas visões. Psicologia Clínica, Rio de Janeiro, v. 19, n. 1, p. 163–185. 2007. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0103-56652007000100012. Acesso em: 05 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-56652007000100012
BARROSO, N. C. P. F.; SILVA, S. C. C. de S.; PAULA, B. R. de. A violência patrimonial na relação de gênero: Desafios e perspectivas de enfrentamento. JNT Facit Business and Technology Journal, Tocantins, v. 1, n. 55, p. 658-675, 2024.
BERHEIDE, C. W. Sticky floors and glass ceilings: Barriers to women's upward mobility. In: RESKIN, B.; PADAVIC, R. (ed.). Women and work: Exploring the past, anticipating the future. Newbury Park, CA: Sage Publications, 1992. p. 145–160.
BRAUN, V.; CLARKE, V. Using thematic analysis in psychology. Qualitative Research in Psychology, London, v. 3, n. 2, p. 77–101, 2006. Disponível em: https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa. Acesso em: 05 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.1191/1478088706qp063oa
BRITTO, B. da S. M.; FLORES, E. P.; ZANELLO, V. Violência patrimonial: análise conceitual e usos do conceito no brasil, américa latina e numa perspectiva transcultural. Revista ARACÊ, São José dos Pinhais, v. 7, n. 9, p. 1-28, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.56238/arev7n9-051. Acesso em: 05 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.56238/arev7n9-051
CABELLINO, L. F. et al. Privação do Sono e Saúde Mental: Impactos Neurobiológicos e Comportamentais. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, Macapá, v. 7, n. 4, p. 660–672, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p660-672. Acesso em: 13 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.36557/2674-8169.2025v7n4p660-672
CARNEIRO, C. M. M. et al. Unpaid domestic work: persistence of gender-based labor Division and mental disorders. Revista de Saúde Pública, São Paulo, v. 57, p. 1-12, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2023057004502. Acesso em: 19 dez. 2025. DOI: https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2023057004502
DEL PRIORE, M. Ao sul do corpo: condição feminina, maternidades e mentalidades no Brasil Colônia. Rio de Janeiro: José Olympio/UnB, 1993.
DONATH, O. Regretting motherhood: A study. North Atlantic Books, 2017.
DUARTE, M.; MORIMOTO, L. H. Economia do cuidado e equidade de gênero no trabalho: O papel das políticas públicas de assistência social e dos novos arranjos de trabalho. Revista Gestão & Políticas Públicas, São Paulo, v. 14, n. 1, p. 106–179, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2237-1095.rgpp.2024.189430. Acesso em: 07 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2237-1095.rgpp.2024.189430
EMÍDIO, T. S.; OKAMOTO, M. Y.; MAIA, B. B. Idealização da maternidade e herança psíquica: reflexões no contemporaneo. Vínculo – Revista do NESME, São Paulo, v. 20, n. 1, p. 3-15, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n1a2. Acesso em: 20 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.32467/issn.1982-1492v20n1a2
FERRITO, B. Direito e desigualdade: uma análise da discriminação das mulheres no mercado de trabalho a partir dos usos dos tempos. São Paulo: LTr., 2021.
FONTOURA, D. et al. O não desejo de maternidade no Brasil: Uma análise descritiva. Revista Gênero, Rio de Janeiro, v. 25, n. 1, 2024.
FREITAS, M. A. de; FINAMORI, S. Trabalhos de amor e cuidado: as gramáticas emocionais da maternidade e o ativismo materno nas redes. Civitas, Porto Alegre, v. 24, n. 1, e-45118, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.15448/1984-7289.2024.1.45118. Acesso em: 20 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.15448/1984-7289.2024.1.45118
GARCIA, B. C.; MARCONDES, G. dos S. As desigualdades da reprodução: homens e mulheres no trabalho doméstico não remunerado. Revista Brasileira de Estudos de População, v. 39, p. 1–23, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0204. Acesso em: 06 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.20947/S0102-3098a0204
IACONA, E.; MASINA, M.; TESTONI, I. Maternal regret and the myth of the good mother: A psychosocial thematic analysis of Italian women in a patriarchal culture. Behavioral Sciences, Basel, v. 15, n. 11, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.3390/bs15111433. Acesso em: 10 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.3390/bs15111433
LAURETIS, T. de. A tecnologia do gênero. In: HOLLANDA, Heloisa (org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco, 1994. p. 206-241.
LEAL, D. F. da S.; ZANELLO, V. “Não Tenho Filhos e Não Quero”: Questões Subjetivas Implicadas na Opção pela Não Maternidade. Revista Psicologia e Saúde, Campo Grande, v. 14, n. 3, p. 77–92, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.20435/pssa.v14i3.1949. Acesso em: 20 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.20435/pssa.v14i3.1949
LUDUVICE, P.; LORDELLO, S. R.; ZANELLO, V. M. Revogação das medidas protetivas: Análise dos fatores e motivações presentes na solicitação da mulher. Revista Direito e Práxis, Rio de Janeiro, v. 15, n. 2, p. 1-26, 2004. Disponível em: https://doi.org/10.1590/2179-8966/2022/67306. Acesso em: 20 nov. 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/2179-8966/2022/67306
MAGALHÃES, M. A. L.; NASCIMENTO, L. A.; ROCHA, W. S. da. Aspectos psicossociais de mães-solo em contexto de vulnerabilidade social: identidade e enfrentamentos. Revista FT, Rio de Janeiro, v. 26, n. 116, p. 1-21, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.5281/zenodo.7342888. Acesso em: 20 nov. 2025.
MENEZES, M. B. de; MENEZES, M. B. de. Questões de gênero nas brincadeiras infantis. Revista Feminismos, [s. l.], v. 12, n. 1, e12124046, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.9771/rf.v12i1.63391. Acesso em: 13 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.9771/rf.v12i1.63391
MOTTA, A. J. P. et al. Factors Associated with Poor Sleep Quality in Postpartum Women: A Crossectional Study. Sleep Science, São Paulo, v. 17, n. 3, p. e263–e271, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.1055/s-0044-1782174. Acesso em: 13 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.1055/s-0044-1782174
MOURA, M. L. S. de; FERREIRA, M. C. Projetos de Pesquisa: elaboração, redação e apresentação. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2005.
PIMENTA, R. Maternidade, políticas públicas e condições de permanência no mercado de trabalho: narrativas de mulheres-mães-trabalhadoras. Revista Feminismos, [s. l.], v. 7, n. 3, p. 132–139, 2021. Disponível em: https://periodicos.ufba.br/index.php/feminismos/article/view/42043. Acesso em: 17 jan. 2026.
PRIYADHARSHINI, J.; KARTHIGA, R. K. J. “I used to be someone else”: postpartum identity and invisible labor among urban mothers in Chennai, an interpretative phenomenological study. Frontiers in Psychology, Lausanne, v. 16, p. 1687880, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2025.1687880. Acesso em: 17 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2025.1687880
RUBIN, H. J.; RUBIN, I. S. Qualitative interviewing: The art of hearing data. 3. ed. Thousand Oaks: Sage Publications, 2012.
SANTOS, M. H. et al. Forced to Work from Home: Division of Unpaid Work between Parents and the Relation to Job Satisfaction. Social Sciences, Basel, v. 12, n. 10, p. 539, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.3390/socsci12100539. Acesso em: 17 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.3390/socsci12100539
VINUTO, J. A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: um debate em aberto. Temáticas, Campinas, v. 22, n. 44, p. 203-220, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.20396/tematicas.v22i44.10977. Acesso em: 25 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.20396/tematicas.v22i44.10977
ZANELLO, V. A metáfora no trabalho clínico. Guarapari, ES: ExLibris, 2007a.
ZANELLO, V. Metáfora e transferência. Psicologia: Reflexão e Crítica, Porto Alegre, v. 20, n. 1, p. 132–137, 2007b. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0102-79722007000100017. Acesso em: 25 jan. 2026. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-79722007000100017
ZANELLO, V. Saúde mental, gênero e dispositivos: cultura e processos de subjetivação. Curitiba: Appris, 2018.