PARTO HUMANIZADO: PERCEPÇÃO DA ENFERMAGEM OBSTÉTRICA SOBRE SUA ATUAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n2-124Palabras clave:
Parto Humanizado, Enfermagem Obstétrica, Saúde da MulherResumen
Diante do elevado índice de cesarianas no Brasil, em desacordo com as recomendações internacionais, e da persistência da mortalidade materna como um problema de saúde pública evitável, torna-se necessária a adoção de modelos assistenciais fundamentados em evidências científicas e na humanização do parto. Este estudo teve como objetivo compreender a percepção de enfermeiras obstétricas acerca de sua atuação na promoção do parto humanizado. Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, de abordagem qualitativa, realizada em um Centro de Parto Normal de um hospital estadual localizado no interior do Piauí, com a participação de cinco enfermeiras obstétricas. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, cujos conteúdos foram submetidos à Análise de Conteúdo proposta por Bardin. Os resultados evidenciaram o fortalecimento progressivo da assistência humanizada na instituição, destacando-se o incentivo ao protagonismo feminino, à presença do acompanhante, à utilização de métodos não farmacológicos para alívio da dor e ao reconhecimento dos benefícios dessa abordagem para o binômio materno-infantil. As participantes ressaltaram o papel central da enfermagem obstétrica na oferta de um cuidado seguro, acolhedor e centrado na autonomia da mulher, embora ainda persistam desafios de natureza cultural, organizacional e formativa. Conclui-se que a atuação do enfermeiro obstetra é essencial para a consolidação do parto humanizado, sendo imprescindíveis investimentos em qualificação profissional, suporte institucional e ações educativas contínuas para a efetiva mudança do modelo assistencial.
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Referencias
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