EL SILENCIO DE LA BLANQUITUD EN LAS DIRECTRICES CLÍNICAS Y FORMATIVAS DE LA ATENCIÓN PRIMARIA DE SALUD
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n1-151Palabras clave:
Racismo, Atención Primaria De Salud, Blanquitud, Educación MédicaResumen
Este artículo analiza cómo el debate racial, con énfasis en la blanquitud, se presenta -- o se ausenta -- en los documentos políticos, formativos y técnicos que guían la práctica de la Medicina de Familia y Comunidad (MFC) en el municipio de Río de Janeiro (MRJ). Se realizó una investigación documental cualitativa de los siguientes textos: la Política Nacional de Salud Integral de la Población Negra (PNSIPN), la Política Nacional de Atención Básica (PNAB), el Currículo Basado en Competencias de la Sociedad Brasileña de Medicina de Familia y Comunidad (SBMFC) y protocolos técnicos de la Secretaría Municipal de Salud de Río de Janeiro (SMS-RJ). Los resultados identifican una disrupción crítica entre la política de equidad (PNSIPN) y los documentos técnicos: mientras que la política de nivel central reconoce el racismo como determinante de salud, las guías municipales y el currículo formativo basado en evidencia operan bajo una lógica de universalismo del cuidado. La blanquitud se mantiene invisible y normativa; ambas silencian el racismo como determinante social en los protocolos clínicos. Finalmente, se concluye que la ausencia de alfabetización racial en los documentos técnicos, en contraste con la PNSIPN, perpetúa el racismo institucional y el pacto narcisista de la blanquitud en la formación y práctica médica.
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