HETEROIDENTIFICACIÓN Y JUSTICIA RACIAL: DESAFÍOS DEL CRITERIO FENOTÍPICO EN EL CONTEXTO DE LA ACCIÓN AFIRMATIVA

Autores/as

  • Tiago Luiz Gonçalves Autor/a
  • Rogério Rodrigues Autor/a

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n1-105

Palabras clave:

Racismo Estructural, Acción Afirmativa, Heteroidentificación, Criterios Fenotípicos, Justicia Racial

Resumen

Este artículo busca analizar críticamente los desafíos y limitaciones del criterio fenotípico en las comisiones de heteroidentificación racial, entendidas como instrumentos institucionales fundamentales para la efectividad de las políticas de acción afirmativa en Brasil. El análisis parte de la historicidad de las desigualdades raciales, destacando cómo los procesos de colonización y esclavitud estructuraron jerarquías sociales basadas en el color de la piel, cuyos efectos persisten en la educación, el mercado laboral y la distribución de derechos. En este contexto, el artículo discute la autodeclaración racial como criterio inicial para las políticas de cuotas y sus limitaciones ante el fraude, lo que impulsó la institucionalización de las comisiones de heteroidentificación como mecanismo complementario de control, legitimidad y justicia racial. Si bien el fenotipo es central porque expresa la forma concreta en que opera el racismo en la sociedad brasileña, su aplicación presenta desafíos significativos, especialmente en los llamados casos límite y en contextos marcados por variaciones regionales y socioculturales. Este estudio también busca comprender el funcionamiento y los criterios adoptados por estas comisiones, reflexionar sobre la identidad racial como un constructo social históricamente situado y discutir alternativas metodológicas y formativas capaces de aportar mayor coherencia, seguridad en la toma de decisiones y equidad a la implementación de políticas de acción afirmativa. Concluye que la mejora de las comisiones de heteroidentificación depende de la alfabetización racial de sus miembros, la formación continua y el análisis contextualizado de las realidades locales, elementos esenciales para garantizar la legitimidad de las decisiones y fortalecer la promoción de la igualdad racial.

Descargas

Los datos de descarga aún no están disponibles.

Referencias

ALMEIDA, Silvio Luiz de. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.

BARROS, Geová da Silva. Filtragem racial: a cor na seleção do suspeito. Revista Brasileira de Segurança Pública, [S. l.], v. 2, n. 1, p. 134–155, 2012. DOI: 10.31060/rbsp.2008.v2.n1.31. Disponível em: https://revista.forumseguranca.org.br/rbsp/article/view/31. Acesso em: 6 jul. 2025.

BRASIL. Ministério da Educação. Ofício Circular nº 3/2025/GAB/SESU/SESu-MEC: Orientações acerca do estabelecimento e funcionamento das Comissões de Heteroidentificação para candidatos(as) negros(as) e das Comissões de Verificação de Pertencimento Étnico para estudantes indígenas e quilombolas. Brasília, DF, 2025.

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Arguição de Descumprimento de Preceito

Fundamental nº 186/DF. Relator: Min. Ricardo Lewandowski. Julgamento em 26 abr. 2012. Diário da Justiça Eletrônico, Brasília, DF, 20 out. 2014. Disponível em: https: //www.stf.jus.br. Acesso em: 12 nov. 2025.

CAMILLOTO, Bruno; CAMILLOTO, Ludmilla. Comissões de heteroidentificação racial: por quem os sinos deveriam dobrar? Educação & Sociedade, Campinas, v. 43, e254673, 2022.

CAMILLOTO, Bruno; OLIVEIRA, Rita Cristina de. Comissões de heteroidentificação racial: os desafios políticos e jurídicos de implementação da política de ações afirmativas nas universidades públicas brasileiras. Revista Ensaios e Pesquisa em Educação e Cultura, v. 5, n. 9, p. 86-100, 2020.

CARDOSO, Mauricio. Diversidade cultural e conflitos contemporâneos. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), 2025. (Cadernos EJA Ensino Médio).

COSTA, Eliane Silvia; SCHUCMAN, Lia Vainer. Identidades, identificações e classificações raciais no Brasil: o pardo e as ações afirmativas. Estudos e Pesquisas em Psicologia, Rio de Janeiro, v. 22, n. 2, p. 466-484, maio/ago. 2022. DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2022.68631

DOMINGUES, Petrônio. O mito da democracia racial e a mestiçagem no Brasil (1889-1930). Diálogos Latinoamericanos, n. 10, p. 115-131, 2005. Disponível em: https://www.redalyc.org/articulo.oa?id=16201007

FERREIRA, Nara Torrecilha. Desigualdade racial e educação: uma análise estatística das políticas afirmativas no ensino superior. Educação em Revista, Belo Horizonte, v. 36, e224646, p. 1-26, 2020. DOI: https://doi.org/10.1590/0102-4698224646

FÓRUM BRASILEIRO DE SEGURANÇA PÚBLICA. 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 2025. Disponível em: https://publicacoes.forumseguranca.org.br/handle/123456789/279. Acesso em: 4 jan. 2026.

FREIRE, Rosano. Colorismo, cotas, heteroidentificação: notas sobre disputas e concorrência em torno dos pardos e negros de pele clara. Teoria e Cultura, Juiz de Fora, v. 20, n. 2, p. 243–260, 2025. DOI: 10.34019/2318-101X.2025.v20.46708.

FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. 48. ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

HERINGER, Rosana. Desigualdades raciais no Brasil: síntese de indicadores e desafios no campo das políticas públicas. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 18, supl., p. 57–65, 2002.

IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Cor ou raça. Educa IBGE. Disponível em: https://educa.ibge.gov.br/jovens/conheca-o-brasil/populacao/18319-cor-ou-raca.html. Acesso em: 04 jan. 2026.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua trimestral. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2022: proporção da população com nível superior completo aumenta de 6,8% em 2000 para 18,4% em 2022. Agência de Notícias, 26 fev. 2025. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/42742-censo-2022-proporcao-da-populacao-com-nivel-superior-completo-aumenta-de-6-8-em-2000-para-18-4-em-2022 Acesso em: 21 set. 2025.

INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA (IPEA). Renda, pobreza e desigualdade: apresentação. Portal Retrato das Desigualdades. Disponível em: https://www.ipea.gov.br/portal/retrato/indicadores/renda-pobreza-e-desigualdade/apresentacao Acesso em: 21 set. 2025.

MENEZES, Jaci Maria Ferraz de. Abolição no Brasil: a construção da liberdade. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n. 36, p. 83-104, dez. 2009. ISSN 1676-2584.

MUNANGA, Kabengele. Rediscutindo a mestiçagem no Brasil: identidade nacional versus identidade negra. Petrópolis: Vozes, 2004.

NASCIMENTO JÚNIOR, Edmilson Bezerra do. Lei de cotas raciais e as “questões” do pardo: a atuação dos coletivos antirracistas e da comissão de heteroidentificação no combate às fraudes na UFPE. Revista Em Favor de Igualdade Racial, Rio Branco, v. 8, n. 3, p. 147-162, ed. especial, 2025.

NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Tempo Social, Revista de Sociologia da USP, v. 19, n. 1, p. 287-308, nov. 2006.

OSÓRIO, Rafael Guerreiro. A desigualdade racial de renda no Brasil: 1976–2006. Brasília: IPEA, 2009.

SCHWARCZ, Lilia Moritz. O espetáculo das raças: cientistas, instituições e questão racial no Brasil, 1870-1930. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.

SOUSA, Flávio Eliziario de; FREIESLEBEN, Mariane. A educação como fator de desenvolvimento regional. Revista FAE, Curitiba, v. 21, n. 2, p. 163-178, jul./dez. 2018.

SOUZA, Jessé. Raça ou classe? Sobre a desigualdade brasileira. Lua Nova: Revista de Cultura e Política, São Paulo, n. 65, p. 83-112, 2005.

TADEI, Emanuel Mariano. A mestiçagem enquanto um dispositivo de poder e a constituição de nossa identidade nacional. Revista Brasileira de Ciências Sociais, Rio de Janeiro, v. 17, n. 48, p. 127-140, dez. 2002. DOI: 10.1590/S1414-98932002000400002.

Publicado

2026-01-12

Número

Sección

Artigos

Cómo citar

GONÇALVES, Tiago Luiz; RODRIGUES, Rogério. HETEROIDENTIFICACIÓN Y JUSTICIA RACIAL: DESAFÍOS DEL CRITERIO FENOTÍPICO EN EL CONTEXTO DE LA ACCIÓN AFIRMATIVA. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 1, p. e11827, 2026. DOI: 10.56238/arev8n1-105. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/11827. Acesso em: 18 jan. 2026.