ENTRE EL AFECTO Y LA TERNURA: SIGNIFICADOS DE LA TERAPIA ASISTIDA CON ANIMALES PARA PERSONAS QUE RECIBEN TRATAMIENTO CONTRA EL CÁNCER EN HOSPITALES
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n6-065Palabras clave:
Humanización, Oncología, Terapia Asistida con Animales, Terapia OcupacionalResumen
La terapia asistida con animales (TAA) se ha utilizado en el ámbito hospitalario como estrategia de cuidados para mejorar las experiencias relacionales y humanizar la atención sanitaria. En oncología, su inclusión puede fomentar las interacciones afectivas, la expresión emocional y una reinterpretación de la vida cotidiana en el hospital durante el tratamiento. Este estudio tuvo como objetivo comprender los significados atribuidos a la terapia asistida con animales en el contexto de la hospitalización oncológica por pacientes, familiares y profesionales sanitarios. Se trata de un estudio cualitativo, descriptivo-interpretativo, desarrollado según los principios de la investigación-acción, considerando la participación directa de los investigadores en las actividades realizadas en el campo investigado. La recopilación de datos se llevó a cabo durante sesiones de terapia asistida con animales en un entorno hospitalario, con la participación de pacientes, cuidadores y profesionales sanitarios. Los resultados indican que la presencia de animales fomenta experiencias relacionadas con la afectividad, la comunicación, el fortalecimiento del vínculo entre profesionales y pacientes, y la construcción de significados más humanizados en el contexto de la hospitalización. Cabe destacar también que la Terapia Asistida con Animales (TAA) contribuyó a crear momentos de acogida y a romper parcialmente con la lógica procedimental de la atención hospitalaria. En conclusión, la Terapia Asistida con Animales puede constituir una poderosa estrategia de atención en el contexto de la oncología hospitalaria, promoviendo experiencias relacionales y ampliando las posibilidades de atención más allá de las dimensiones biomédicas.
Descargas
Referencias
AYRES, J. R. de C. M. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as práticas de saúde. Saúde e Sociedade, São Paulo, v. 13, n. 3, p. 16-29, set./dez. 2004. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-12902004000300003
BARROS, D. D. Terapia ocupacional social: o caminho se faz ao caminhar. Revista de Terapia Ocupacional da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 15, n. 3, p. 90–97, 2004. DOI: https://doi.org/10.11606/issn.2238-6149.v15i3p90-97
BEETZ, A. et al. Psychosocial and psychophysiological effects of human–animal interactions: the possible role of oxytocin. Frontiers in Psychology, Lausanne, v. 3, art. 234, p. 1–15, 2012. DOI: https://doi.org/10.3389/fpsyg.2012.00234
BENETTON J. O encontro do sentido do cotidiano na Terapia Ocupacional para a construção de significados. Revista do Centro de Especialidades em Terapia Ocupacional, 12 p. 32-39, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de Humanização (PNH): HumanizaSUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. HumanizaSUS: política nacional de humanização – a humanização como eixo norteador das práticas de atenção e gestão em todas as instâncias do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2006.
BRASIL. Ministério da Saúde. HumanizaSUS: Política Nacional de Humanização: documento base para gestores e trabalhadores do SUS. Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
FEUERWERKER, L. C. M. Micropolítica e saúde: produção do cuidado, gestão e formação. 1. ed. Porto Alegre: Editora Rede UNIDA, 2014. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/humanizacao/biblioteca/dissertacoes-e-teses/micropolitica_e_saude_laura_camargo.pdf. Acesso em: 22 de junho de 2025. DOI: https://doi.org/10.18310/9788566659191
GALHEIGO, S. M. Terapia ocupacional, cotidiano e a tessitura da vida: aportes teórico-conceituais para a construção de perspectivas críticas e emancipatórias. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, São Carlos, v. 28, n. 1, p. 5–25, 2020. DOI: https://doi.org/10.4322/2526-8910.ctoAO2590
IAHAIO – International Association of Human-Animal Interaction Organizations. The IAHAIO definitions for animal assisted intervention and guidelines for wellness of animals involved, 2018. Disponível em: https://iahaio.org/wp/wp-content/uploads/2018/04/iahaio_wp_updated-2018-final.pdf. Acessado em: 04 de dezembro de 2025.
JOFRÉ, L. M. Visita terapéutica de mascotas en hospitales. Revista Chilena Infectología, Santiago, v. 22, n. 3, p. 257-263, 2005. Disponível em: https://www.scielo.cl/pdf/rci/v22n3/art07.pdf. Acesso em: 20 de junho de 2025. DOI: https://doi.org/10.4067/S0716-10182005000300007
KOBAYASHI, C. T. et al. Desenvolvimento e implantação de Terapia Assistida por Animais em hospital universitário. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 62, n. 4, p. 632-636, jul./ago. 2009. DOI: https://doi.org/10.1590/S0034-71672009000400024
LIMA, A. S.; SOUZA, M. B. Os benefícios apresentados na utilização da terapia assistida por animais: revisão de literatura. Revista Saúde e Desenvolvimento, v. 12, n. 10, p. 1-16, 2018.
MERHY, E. E. Saúde: a cartografia do trabalho vivo. 4. ed. São Paulo: Hucitec, 2014.
MILHOMEM, A. C. M.; CALEFI, M. P. S. S.; MARODIN, N. B. Visita terapêutica de cães a pacientes internados em uma unidade de cuidados paliativos. Comunicação em Ciências da Saúde, v. 29, n. 1, p. 84-87, 2018.
MINAYO, M. C. de S. Análise qualitativa: teoria, passos e fidedignidade. Ciência & Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 17, n. 3, p. 621–626, mar. 2012. DOI: 10.1590/S1413-81232012000300007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/39YW8sMQhNzG5NmpGBtNMFf/. Acesso em: 09 de julho de 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/S1413-81232012000300007
PEREIRA FILHO, P. R. P. et al. Atividade assistida por animais na unidade de terapia intensiva. Revista Qualidade HC, Ribeirão Preto, n. 459, p. 2-5, 2019. Disponível em: https://hcrp.usp.br/revistaqualidade/uploads/Artigos/459/459.pdf. Acesso em: 26 de maio de 2025.
SILVEIRA, N. da. O mundo das imagens. Rio de Janeiro: Ática, 1992.
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-ação. 18. ed. São Paulo: Cortez,