INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: UMA ANÁLISE MARXISTA DO FETICHE VAMPÍRICO NA CRISE ESTRUTURAL DO CAPITAL
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n2-099Palavras-chave:
Inteligência Artificial, Fetichismo da Mercadoria, Trabalho Vivo, Crise Estrutural do Capital, MarxismoResumo
Este artigo propõe uma análise crítica da chamada Inteligência Artificial a partir do método marxista, com base central nos volumes I e II de O Capital. Argumenta-se que a IA não constitui uma forma autônoma de inteligência nem uma ruptura histórica emancipadora, mas a expressão contemporânea mais acabada do fetichismo da mercadoria. Ao ocultar as relações sociais e materiais que a produzem, a IA aparece como força independente, quando na realidade cristaliza trabalho humano vivo expropriado, sustentado por uma infraestrutura material intensiva, subsidiada pelo Estado e funcional à acumulação de capital. O artigo analisa a materialidade dos datacenters, a dupla exploração do trabalho vivo — assalariado e gratuito — e o papel ideológico da superpopulação relativa na gestão da crise ecológica e social. Sustenta-se que a barbárie contemporânea, amplificada pela crise climática e pela administração tecnológica da vida, não representa um desvio do sistema, mas sua forma normal de funcionamento em crise estrutural. Por fim, discute-se como essa realidade se manifesta na percepção social por meio da arte distópica, enquanto a IA atua como instrumento técnico de administração do impasse histórico do capital.
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Referências
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