ABORDAGEM HUMANIZADA EM PACIENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS: A REALIDADE DA MEDICINA GERAL EM REGIÕES DE BAIXA RENDA

Autores

  • Mauro de Deus Passos Autor
  • Mateus de Grise Barroso da Silva Autor
  • Phelipe Austríaco-Teixeira Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev7n7-111

Palavras-chave:

Diabetes mellitus tipo 2, Abordagem humanizada, Atenção primária à saúde, Medicina geral, Desigualdade social, Doença crônica

Resumo

As doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como a diabetes mellitus tipo 2, representam um dos maiores desafios para os sistemas públicos de saúde, principalmente em contextos de vulnerabilidade social. Em regiões de baixa renda, o cuidado a esses pacientes não pode se restringir ao controle clínico da doença, sendo fundamental considerar os determinantes sociais que influenciam diretamente na adesão ao tratamento, no acesso aos serviços de saúde e na qualidade de vida. Nesse cenário, a abordagem humanizada torna-se uma ferramenta indispensável para a prática da medicina geral, especialmente na atenção primária à saúde.

O conceito de humanização no cuidado envolve mais do que cordialidade: pressupõe uma escuta qualificada, o respeito à individualidade do paciente e a construção de um vínculo terapêutico capaz de fortalecer a confiança mútua e estimular a autonomia no autocuidado. No entanto, diversos obstáculos ainda limitam a consolidação dessa prática nos serviços de saúde públicos, como a sobrecarga de profissionais, a alta demanda, a escassez de recursos materiais e humanos, e a fragmentação do atendimento.

Este artigo tem como objetivo analisar a importância da abordagem humanizada no manejo da diabetes tipo 2 em regiões de baixa renda, destacando a atuação do médico generalista como figura central nesse processo. A discussão se baseia em evidências da literatura científica e em relatos de experiências de campo, buscando compreender como a empatia, o acolhimento e o conhecimento do contexto sociocultural do paciente podem influenciar positivamente os resultados terapêuticos. A partir dessa análise, defende-se que a humanização, mesmo diante das limitações estruturais, pode ser aplicada de forma efetiva e ética, contribuindo para uma atenção mais integral, acessível e centrada na pessoa.

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Publicado

2025-07-08

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

PASSOS, Mauro de Deus; DA SILVA, Mateus de Grise Barroso; AUSTRÍACO-TEIXEIRA, Phelipe. ABORDAGEM HUMANIZADA EM PACIENTES COM DOENÇAS CRÔNICAS: A REALIDADE DA MEDICINA GERAL EM REGIÕES DE BAIXA RENDA. ARACÊ , [S. l.], v. 7, n. 7, p. 37154–37160, 2025. DOI: 10.56238/arev7n7-111. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/6483. Acesso em: 8 jan. 2026.