A INFLUÊNCIA DA EXPOSIÇÃO A POLUENTES NA SAÚDE REPRODUTIVA FEMININA
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev7n2-029Palavras-chave:
Saúde reprodutiva feminina, Poluentes ambientais, Disruptores endócrinos, Infertilidade, Sustentabilidade ambientalResumo
Introdução: A exposição a poluentes ambientais tem sido reconhecida como um fator de risco significativo para a saúde reprodutiva feminina. Substâncias como disruptores endócrinos, metais pesados e material particulado podem interferir nos processos fisiológicos reprodutivos, resultando em desfechos adversos como infertilidade, alterações hormonais e complicações gestacionais. Diante da relevância do tema, este estudo busca sintetizar as evidências sobre os impactos da poluição ambiental na saúde reprodutiva, destacando a importância de políticas públicas e ações preventivas. Objetivo: Investigar a influência da exposição a poluentes ambientais na saúde reprodutiva feminina, analisando os mecanismos biológicos envolvidos, os desfechos relacionados e as implicações para políticas de saúde pública e práticas sustentáveis. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura conduzida em bases de dados como PubMed, Scopus, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, em inglês, português e espanhol, que abordassem os impactos dos poluentes ambientais na saúde reprodutiva feminina. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, organizando os resultados em categorias temáticas: infertilidade, alterações hormonais, complicações gestacionais e desigualdades ambientais. Resultados e Discussão: Os resultados apontaram que os disruptores endócrinos interferem diretamente nos processos hormonais, afetando a ovulação e a qualidade dos oócitos. Substâncias como bisfenol A e ftalatos foram associadas a maior risco de infertilidade e condições como endometriose. Complicações gestacionais, como aborto espontâneo e restrição de crescimento intrauterino, foram frequentemente relacionadas à exposição a poluentes atmosféricos. Além disso, populações vulneráveis, especialmente mulheres de baixa renda, enfrentam maior risco devido às desigualdades ambientais e ao limitado acesso a serviços de saúde. Estratégias integradas, como regulamentação de substâncias químicas e campanhas educativas, foram destacadas como essenciais para mitigar esses impactos. Conclusão: A exposição a poluentes ambientais afeta significativamente a saúde reprodutiva feminina, reforçando a necessidade de ações preventivas e políticas públicas eficazes. A promoção de práticas sustentáveis e a conscientização sobre os riscos são essenciais para proteger a saúde das mulheres e reduzir as desigualdades ambientais. Este estudo contribui para o avanço do conhecimento científico e o desenvolvimento de estratégias que integrem saúde, meio ambiente e bem-estar.