A INFLUÊNCIA DA EXPOSIÇÃO A POLUENTES NA SAÚDE REPRODUTIVA FEMININA

Autores

  • Diego Silva Rodrigues Autor
  • Taina Silva Coelho Autor
  • Cicera Romeria Porto da Cunha Autor
  • Arlan Silva Freitas Autor
  • Flávia Seidler Autor
  • Alexandre Maslinkiewicz Autor
  • Eduardo Vinicius Barboza dos Santos Autor
  • Marcelo Henrique Santos Autor
  • Virgínia Luiza Silva Costa Autor
  • Gustavo José Arouche Santos Autor
  • Selma do Nascimento Silva Autor
  • Salmo Azambuja de Oliveira Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev7n2-029

Palavras-chave:

Saúde reprodutiva feminina, Poluentes ambientais, Disruptores endócrinos, Infertilidade, Sustentabilidade ambiental

Resumo

Introdução: A exposição a poluentes ambientais tem sido reconhecida como um fator de risco significativo para a saúde reprodutiva feminina. Substâncias como disruptores endócrinos, metais pesados e material particulado podem interferir nos processos fisiológicos reprodutivos, resultando em desfechos adversos como infertilidade, alterações hormonais e complicações gestacionais. Diante da relevância do tema, este estudo busca sintetizar as evidências sobre os impactos da poluição ambiental na saúde reprodutiva, destacando a importância de políticas públicas e ações preventivas. Objetivo: Investigar a influência da exposição a poluentes ambientais na saúde reprodutiva feminina, analisando os mecanismos biológicos envolvidos, os desfechos relacionados e as implicações para políticas de saúde pública e práticas sustentáveis. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura conduzida em bases de dados como PubMed, Scopus, Web of Science e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Foram incluídos estudos publicados nos últimos 10 anos, em inglês, português e espanhol, que abordassem os impactos dos poluentes ambientais na saúde reprodutiva feminina. A análise dos dados foi realizada de forma qualitativa, organizando os resultados em categorias temáticas: infertilidade, alterações hormonais, complicações gestacionais e desigualdades ambientais. Resultados e Discussão: Os resultados apontaram que os disruptores endócrinos interferem diretamente nos processos hormonais, afetando a ovulação e a qualidade dos oócitos. Substâncias como bisfenol A e ftalatos foram associadas a maior risco de infertilidade e condições como endometriose. Complicações gestacionais, como aborto espontâneo e restrição de crescimento intrauterino, foram frequentemente relacionadas à exposição a poluentes atmosféricos. Além disso, populações vulneráveis, especialmente mulheres de baixa renda, enfrentam maior risco devido às desigualdades ambientais e ao limitado acesso a serviços de saúde. Estratégias integradas, como regulamentação de substâncias químicas e campanhas educativas, foram destacadas como essenciais para mitigar esses impactos. Conclusão: A exposição a poluentes ambientais afeta significativamente a saúde reprodutiva feminina, reforçando a necessidade de ações preventivas e políticas públicas eficazes. A promoção de práticas sustentáveis e a conscientização sobre os riscos são essenciais para proteger a saúde das mulheres e reduzir as desigualdades ambientais. Este estudo contribui para o avanço do conhecimento científico e o desenvolvimento de estratégias que integrem saúde, meio ambiente e bem-estar.

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Publicado

2025-02-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

RODRIGUES, Diego Silva et al. A INFLUÊNCIA DA EXPOSIÇÃO A POLUENTES NA SAÚDE REPRODUTIVA FEMININA. ARACÊ , [S. l.], v. 7, n. 2, p. 5023–5036, 2025. DOI: 10.56238/arev7n2-029. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/3137. Acesso em: 8 jan. 2026.