ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO TRANSPORTE AEROMÉDICO: UM ESTUDO SOBRE COMPETÊNCIAS E CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n6-058Palavras-chave:
Transporte Aeromédico, Enfermagem Aeroespacial, Paciente Crítico, Urgência e Emergência, Assistência de EnfermagemResumo
O transporte aeromédico constitui uma estratégia essencial para a garantia da continuidade assistencial de pacientes críticos, especialmente em um país marcado por desigualdades regionais, limitações estruturais e dificuldades de acesso aos serviços de alta complexidade. Nesse contexto, a atuação do enfermeiro assume papel central na manutenção da estabilidade clínica durante o deslocamento aéreo, exigindo competências clínicas, operacionais e decisórias específicas frente às particularidades do ambiente aeronáutico. O presente estudo teve como objetivo analisar a atuação do enfermeiro no transporte aeromédico, com ênfase nas competências, habilidades e conhecimentos necessários para a realização de uma assistência segura, eficaz e humanizada. Trata-se de uma pesquisa de campo, transversal, de abordagem qualitativa e caráter descritivo-exploratório, realizada em duas instituições especializadas em transporte aeromédico localizadas em Goiânia (GO): Sete Táxi Aéreo e Brasil Vida. A coleta de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas e questionários objetivos aplicados a enfermeiros atuantes no serviço. Os resultados evidenciaram que a assistência aeromédica ultrapassa a dimensão técnico-procedimental, exigindo raciocínio clínico ampliado, gerenciamento de riscos, tomada de decisão rápida e capacidade de adaptação frente às limitações impostas pelo ambiente aéreo. Destacaram-se como principais desafios as alterações fisiológicas provocadas pela altitude, a limitação do espaço físico da aeronave, o desgaste físico e emocional da equipe e a necessidade de atuação interdisciplinar contínua. Conclui-se que a enfermagem aeromédica demanda formação especializada, educação permanente e fortalecimento de protocolos específicos, diante das lacunas ainda existentes na formação profissional e na literatura científica nacional sobre a temática.
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