A HERANÇA COMO UM BEM DE USO EMERGENCIAL: A GRANDE SECA E A SOBREVIVÊNCIA FAMILIAR NOS SERTÕES

Autores

  • Ismara Morais da Silva Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n6-014

Palavras-chave:

Grande Seca, Sertão, Herança, Sobrevivência, Família

Resumo

O presente trabalho analisa como a Grande Seca de 1877-1879 afetou as famílias sertanejas localizadas nas proximidades da Cidade do Príncipe, atual Caicó, na Província do Rio Grande do Norte. A partir da análise de petições judiciais referentes à venda de bens herdados pertencentes a menores órfãos, busca-se compreender de que maneira a herança deixou de representar apenas patrimônio familiar e passou a assumir uma função emergencial de sobrevivência. As fontes revelam famílias que, diante da fome, da pobreza e da perda de seus rebanhos, recorreram à venda de terras, animais, casas e até pessoas escravizadas como forma de garantir a manutenção da vida. O estudo demonstra que a seca não pode ser entendida apenas como um fenômeno natural, mas como um fenômeno social que aprofundou desigualdades e alterou profundamente as dinâmicas familiares e econômicas do sertão.

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Publicado

2026-06-05

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DA SILVA, Ismara Morais. A HERANÇA COMO UM BEM DE USO EMERGENCIAL: A GRANDE SECA E A SOBREVIVÊNCIA FAMILIAR NOS SERTÕES. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 6, p. e13366, 2026. DOI: 10.56238/arev8n6-014. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/13366. Acesso em: 5 jun. 2026.