AVALIAÇÃO DA VIA DE ALIMENTAÇÃO DURANTE A INTERNAÇÃO EM PACIENTES COM DEMÊNCIA NA ABORDAGEM DE CUIDADOS PALIATIVOS
DOI:
https://doi.org/10.56238/arev8n5-019Palavras-chave:
Cuidados Paliativos, Demência, Idosos, Transtornos de Deglutição, NutriçãoResumo
Introdução: O envelhecimento da população provoca como consequência o aumento de doenças crônicas progressivas, como a demência. Sendo essas, classificadas como demência Frontotemporal, demência Vascular, Doença de Alzheimer e demência por Corpos de Lewy responsáveis por causar limitações no ato de se alimentar. Dessa forma, a abordagem de cuidados paliativos (CP) traz benefícios para este paciente e seus familiares promovendo conforto e aumento da qualidade de vida.Objetivo: Analisar as vias de alimentação de pacientes com demência em CP. Método: Trata-se de um estudo descritivo, documental e longitudinal de abordagem quantitativa, realizado no hospital estadual Dório Silva localizado no ES. Participaram desse estudo pacientes em pesquisa ou diagnóstico de demência em acompanhamento pelo núcleo de cuidados paliativos (NCP) da instituição. Foram coletadas informações sociodemográficas e relacionados à alimentação durante toda internação através do prontuário digital. Os dados foram tabulados, organizados em planilhas do Microsoft Office Excel® 2017 e analisados quanto estatística descritiva, medidas de tendência central e teste de qui-quadrado, no software STATA versão 16 com nível significância a 95%.Resultados: O estudo foi composto por sete participantes, com prevalência do sexo feminino e idade média de 78,14 anos. O Alzheimer foi o diagnóstico de demência mais presente na amostra. O tempo médio de internação dos integrantes da amostra foi de 45,14 dias, enquanto que o período médio de acompanhamento com o NCP foi de 27,57 dias. Observou-se quanto o uso de via de alimentação, maior incidência da via oral no momento da admissão (57,1%) quando comparado ao desfecho (28,6%). Três participantes (42,9%) evoluíram a óbito durante a pesquisa e apenas um (14,29%) estava em dieta zero durante o desfecho. Conclusão: A via oral de alimentação esteve menos presente no desfecho quando comparado com o momento de internação e a limitação na presença dos profissionais nutricionista e fonoaudiólogo no processo de tomada de decisão sobre a via de alimentação.
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