MANEJO CLÍNICO E PROTOCOLOS TERAPÊUTICOS NO TRATAMENTO DA ESTOMATITE INFECCIOSA EM SERPENTES

Autores

  • Lara Carvalho Alves de Sousa Autor
  • Gabrielli de Oliveira Silva Autor
  • Eduarda de Matos Lopes Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n5-014

Palavras-chave:

Estomatite Infecciosa, Serpentes, Nidovírus, Reptarenavírus, Strongyloides

Resumo

A estomatite infecciosa, frequentemente referida como "podridão da boca", é uma condição inflamatória e degenerativa severa em serpentes, caracterizada por alta morbidade e letalidade se não manejada precocemente. Evidências contemporâneas revelam que a estomatite é, muitas vezes, uma manifestação clínica secundária a infecções virais sistêmicas graves (nidovírus e reptarenavírus) ou concomitante a infestações parasitárias como as causadas por Strongyloides spp. em colubrídeos. Diante da complexidade do quadro, o manejo clínico eficaz exige a investigação da etiologia subjacente. Esta investigação é uma revisão bibliográfica narrativa que sistematiza e analisa as discussões científicas sobre o manejo e protocolos terapêuticos, baseada na prospecção de artigos na base de dados PubMed utilizando os descritores "Stomatitis" AND "Snakes" da última década. Os resultados destacam que a estomatite é um sinal sentinela para nidovirose em pítons, onde a cavidade oral atua como reservatório viral, e que a etiologia parasitária induz hiperplasia epitelial e deformidades faciais. Conclui-se que a eficácia do tratamento local é limitada quando a causa primária é sistêmica, sendo indispensável o diagnóstico etiológico preciso (molecular e histopatológico) e um manejo holístico que integre bioseguridade, suporte dietético e desparasitação agressiva, quando indicado, para o sucesso clínico e a preservação do espécime.

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Referências

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Publicado

2026-05-07

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

DE SOUSA, Lara Carvalho Alves; SILVA, Gabrielli de Oliveira; LOPES, Eduarda de Matos. MANEJO CLÍNICO E PROTOCOLOS TERAPÊUTICOS NO TRATAMENTO DA ESTOMATITE INFECCIOSA EM SERPENTES. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 5, p. e13030, 2026. DOI: 10.56238/arev8n5-014. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/13030. Acesso em: 9 maio. 2026.