PIONEIRISMO FEMININO NA MEDICINA BRASILEIRA DO SÉCULO XIX: RITA LOBATO VELHO LOPES E A RUPTURA DE UM CAMPO PROFISSIONAL

Autores

  • José Aderval Aragão Autor
  • Felipe Matheus Sant’Anna Aragão Autor
  • Iapunira Catarina Sant’Anna Aragão Autor
  • Giovanna de Oliveira Sá Costa Autor
  • Akires Matheus Gomes Santos Autor
  • Wallance Geovane Alexandre Lima Autor
  • Gilvan Paixão Santos Junior Autor
  • Adler Oliveira Silva Jacó Carvalho Autor
  • Henrique Montalvão Routman da Cunha Autor
  • Danilo Ribeiro Guerra Autor
  • Vera Lúcia Correa Feitosa Autor
  • Deise Maria Furtado de Mendonça Autor
  • Francisco Prado Reis Autor

DOI:

https://doi.org/10.56238/arev8n4-016

Palavras-chave:

Mulheres na Medicina, História da Educação, Gênero, Século XIX, Rita Lobato

Resumo

Este artigo analisa a inserção das mulheres na medicina brasileira no século XIX, com foco na trajetória de Rita Lobato Velho Lopes, a primeira mulher a se formar em Medicina no Brasil. Aborda a seguinte questão de pesquisa: em que medida a presença feminina na medicina representou uma ruptura estrutural em um campo historicamente dominado por homens? O estudo adota uma abordagem historiográfica baseada em fontes documentais e bibliográficas, destacando a Reforma Leôncio de Carvalho (1879) como um marco fundamental na abertura do ensino superior às mulheres. Também discute a trajetória educacional de Rita Lobato no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e na Bahia, enfatizando o papel da Faculdade de Medicina da Bahia como instituição pioneira. O artigo argumenta que a inserção das mulheres na medicina representou não apenas um avanço educacional, mas também uma reconfiguração das relações entre gênero, conhecimento e poder. Conclui que o pioneirismo feminino foi decisivo para a transformação do campo médico e para a ampliação das possibilidades profissionais das mulheres no Brasil.

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Publicado

2026-04-08

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

ARAGÃO, José Aderval et al. PIONEIRISMO FEMININO NA MEDICINA BRASILEIRA DO SÉCULO XIX: RITA LOBATO VELHO LOPES E A RUPTURA DE UM CAMPO PROFISSIONAL. ARACÊ , [S. l.], v. 8, n. 4, p. e12816, 2026. DOI: 10.56238/arev8n4-016. Disponível em: https://periodicos.newsciencepubl.com/arace/article/view/12816. Acesso em: 9 abr. 2026.